Eleições em Sergipe serão influenciadas pelas redes sociaisFoto: Freepik/Reprodução/ND Mais
As redes sociais revolucionaram as campanhas políticas em todo país, inclusive, nas eleições em Sergipe, passando de ferramentas auxiliares em 2018 para arenas centrais de disputa em 2022 e pré-2026. Os dados mostram correlação direta entre engajamento digital e votos — mas também proliferação de fake news e ataques a deputados.
Estudos acadêmicos da UFS (Universidade Federal de Sergipe ) confirmam que candidatos com mais seguidores concentram visibilidade e sucesso eleitoral, estratificando a elite política online, apesar de escândalos de desinformação.
Em 2026, pré-candidatos investem pesado em Instagram e WhatsApp para mobilizar o eleitorado jovem de Aracaju ao Sertão, mas enfrentam regulação contra fake news e cyberbullying.
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Evolução do uso digital nas eleições em Sergipe
Desde 2018, as redes sociais se tornaram essenciais para deputados estaduais sergipanos, com análise de 329 candidatos revelando que alto número de seguidores no Facebook, Instagram, Twitter e YouTube correlaciona com vitórias eleitorais — especialmente entre políticos profissionais experientes.
É o que revelou uma dissertação publicada na UFS, a qual mostrou que candidatos eleitos usavam plataformas para reforçar vínculos identitários, integrando posts a eventos offline como carreatas, sem romper práticas tradicionais.
Em 2022, o governo Mitidieri destacou-se nacionalmente no Ranking Social Media Gov por engajamento, com o TRE-SE registrando boom de 10 pesquisas eleitorais em maio — muitas impulsionadas por dados digitais.
Palácio Museu Olímpio Campos, localizado em Aracaju, capital de SergipeFoto: Governo de Sergipe/Reprodução/ND Mais
Plataformas, como WhatsApp (79% de uso diário para informação política) e Instagram, influenciaram 45% dos votos nacionais, com jovens (16-29 anos) citando 51% de impacto na escolha — mas fake news polarizaram, como áudio falso de Lula contra Rogério Carvalho, atual senador pelo PT.
Dados de engajamento para as eleições em Sergipe em 2026
Rankings recentes no Instagram posicionam políticos sergipanos por seguidores: Fábio Mitidieri lidera com alto engajamento no Facebook e Insta, seguido por Rogério Carvalho (PT) e Emília Corrêa (Republicanos), refletindo bases urbanas e interioranas. Pré-candidatos a governador como Thiago de Joaldo e Eduardo Amorim postam diariamente, com lives e reels sobre gestão local alcançando milhares de views.
No Brasil, a PUC-Rio mediu 92,7% de precisão do Instagram em prever resultados 2022 em 74% dos estados, com renovadores digitais (72% dos top engajados) ganhando tração.
Estratégias, fake news e ataques a deputados nas eleições em Sergipe
Partidos sergipanos profissionalizam mídias: PT, PSD e União Brasil contratam especialistas para Instagram, TikTok e YouTube, priorizando interatividade gerenciada — mas deputados são alvos de ataques. Por exemplo, o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, foi acusado de propaganda irregular em 2022 por fake news sobre saúde.
Também houve ex-assessores indiciados pela Polícia Federal por áudio falso contra o senador Rogério Carvalho, arquivado via acordo. O pré-candidato ao senado Eduardo Amorim também foi punido por fake news em horário nobre.
Internet deve influenciar nas eleições em SergipeFoto: Freepik/Reprodução/ND Mais
A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, obteve liminar contra vídeos falsos de peculato.
As Redes sociais transformam estratégias, por meio da polarização, até a personalização. Mas, os algoritmos também viralizam ataques, como os enfrentados pela deputada estadual Linda Brasil.
A Deputada estadual Linda Brasil (Psol) é alvo recorrente de ataques: em maio de 2025, foi aberto um dossiê com 120 mensagens de ameaças de morte, injúrias transfóbicas e ódio (viral por vídeos distorcidos), formalizado na Polícia Federal, assim como no Ministério Público Federal e Estadual.
Apesar desses casos, sete dos oito deputados sergipanos votaram para manter o veto do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a um trecho da Lei de Segurança Nacional (14.197/21) que considerava crime a divulgação de desinformação (fake news) contra o sistema eleitoral.
Votaram para não punir o uso de fake news contra o sistema eleitoral a deputada Delegada Katarina (PSD), Gustinho Ribeiro (Republicanos), Ícaro de Valmir (PL), Nitinho (PSD), Rodrigo Valadares (União Brasil), Thiago de Joaldo (PP) e Yandra Moura (União Brasil). Somente o deputado federal Joao Daniel, do PT, votou para que a punição ocorresse.
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Gustinho Ribeiro (Republicanos) – Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
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Delegada Katarina Feitoza (PSD) – Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
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Ícaro de Valmir (PL-SE) – Kayo Magalhaes/ND
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Vereador Nitinho Vitale (PSD) – Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
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Deputado federal Rodrigo Valadares (UNIÃO-SE) – Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
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Thiago de Joaldo (PP-SE) – Divulgação/Câmara dos Deputados
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Deputada federal Yandra Moura (União) – Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais
Esses sete parlamentares compreenderam que não é crime “promover ou financiar campanha ou iniciativa para disseminar fatos que sabe inverídicos, e que sejam capazes de comprometer a higidez do processo eleitoral”.
Impactos e desafios para as eleições em Sergipe em 2026
Um caso recente também, que trouxe impacto, foi o do deputado estadual Thiago de Joaldo, o qual votou favorável à PEC da Blindagem (ampla imunidade parlamentar). Por conta de críticas nas redes sociais, ele gravou um vídeo pedindo desculpas e disse “Errei… coragem é assumi-lo”, e culpou a “perseguição judicial”, mas prometeu barrar o projeto no Senado.
Em 2026, Sergipe exemplifica como as redes sociais democratizam o acesso ao eleitor, mas ampliam riscos de desinformação e linchamento virtual, forçando campanhas a equilibrar a criatividade com compliance jurídico.

