Pré-candidatos à presidência da República, da esquerda à direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).Foto: Divulgação/Assessorias/ND Mais
Nova pesquisa de opinião pública do PoderData/AYA, realizada de 12 a 15 de julho de 2026, mostra estabilidade na liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas intenções de voto com 40%, patamar em que se mantém desde maio.
Enquanto isso, o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda posição, com 34%, registrando uma oscilação dentro da margem de erro em relação ao mês anterior, quando registrava 36%.
A pesquisa ouviu 2.400 eleitores em 685 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro estimada é de 2,0 pontos percentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.
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Intenção de voto para o primeiro turno
Enquanto a disputa à presidência da República segue polarizada nas candidaturas de Lula e Flávio, outros nomes em disputa registram intenções de voto de um dígito. Confira:
- Renan Santos: 6% (ante 4% em junho);
- Ronaldo Caiado: 4% (ante 4% em junho);
- Romeu Zema: 4% (ante 3% em junho);
- Augusto Cury: 3% (ante 3% em junho);
- Branco/Nulo: 5%;
- Não souberam responder: 5%.
Como votam os brasileiros? Recorte demográfico sinaliza comportamento do eleitor
Os dados mostraram que entre o eleitorado masculino, Flávio Bolsonaro soma 40% das intenções, contra 39% de Lula.
Já entre as mulheres, o atual presidente lidera com 40%, enquanto o senador registra 30%. Desde que foi denunciado pela própria madrasta, Michelle Bolsonaro, Flávio tem buscado reconquistar a confiança do eleitorado feminino após acusação de silenciamento e ataques à ex-primeira-dama.
Entre os evangélicos, o senador do PL lidera com folga contra Lula. Dos entrevistados que se identificaram como cristãos protestantes, 46% prefere Flávio contra 24% de Lula.
Entre católicos, contudo, Lula lidera por 41% a 36% de Flávio.
O presidente ainda concentra ampla vantagem entre eleitores praticantes de religiões de matriz africana, como Umbanda e Candomblé (57% contra 17% de Flávio Bolsonaro), ateus (54% contra 23%) e pessoas sem religião (52% contra 21%).
A estratégia de Lula para ampliar o engajamento do eleitorado evangélico é demonstrando neutralidade da igreja na relação com a política. Na Marcha Para Jesus, em São Paulo, por exemplo, Lula não compareceu, foi representado pelo advogado-geral da União, Jorge Messias, e disse aos organizadores que optou por não explorar o evento eleitoralmente.
Já quando se trata da distribuição geográfica, Lula concentra maior intenção de votos no Nordeste, onde pontua 46%, seguido pelo Norte (41%) e Sudeste (38%).
Flávio Bolsonaro, por sua vez, pontua melhor no Sul (38%), Centro-Oeste (38%) e Norte (38%).
Simulações de segundo turno apontam disputa acirrada
A pesquisa do PoderData/AYA testou quatro cenários para o segundo turno das eleições, nos quais o presidente Lula mantém a liderança, mas sob forte polarização ou com margem apertada de vantagem.
2º turno: Lula contra Flávio Bolsonaro
No 2° turno, Lula registra 45% das intenções de voto contra 43% de Flávio Bolsonaro. Votos em branco ou nulo somam 9%, enquanto 2% não souberam responder.
2º turno: Lula contra Ronaldo Caiado
Já contra Ronaldo Caiado, Lula pontua 44% contra 43% do ex-governador de Goiás. Brancos e nulos chegam a 11%, e 3% não sabem em quem votariam neste cenário.
2º turno: Lula contra Romeu Zema
Agora, contra Romeu Zema, Lula marca 44% diante de 41% do mineiro no 2° turno. Brancos e nulos representam 11%, e 4% não souberam responder.
2º turno: Lula contra Renan Santos
No cenário contra Renan Santos, do Missão, Lula lidera com 43% das menções, contra 38% de Renan Santos. Brancos e nulos registram o maior índice deste bloco de perguntas, somando 15%, enquanto 4% não souberam responder.
Rejeição e potencial de voto
De acordo com o levantamento, 48% dos entrevistados declararam que “não votariam de jeito nenhum” em Lula, mesmo índice daqueles que afirmam que “não votaria de jeito nenhum” em Flávio Bolsonaro.
Por outro lado, Lula é apontado por 36% como o “único em quem votaria” e por 11% como alguém em quem “poderia votar”.
Para Flávio Bolsonaro, 30% o classificam como o “único” de sua preferência, e 15% responderam que “poderiam votar” nele.
Ao serem questionados sobre o motivo de sua opção de voto no primeiro turno, a maioria dos eleitores (61%) apontou “as propostas que o candidato defende”.
Para 17% dos entrevistados, a preferência de voto servirá como ‘voto de protesto’ a outros candidatos.
Já 22% dos entrevistados indicaram outros motivos.
Avaliação e aprovação do governo federal
A pesquisa também aferiu a percepção dos eleitores sobre o governo do presidente Lula.
A administração federal é avaliada como “ruim ou péssima” por 47% do eleitorado, enquanto 33% a consideram “ótima ou boa”.
Outros 18% classificam o governo como “regular”, e 3% não souberam avaliar.
Quando a pergunta é sobre o desempenho pessoal do trabalho de Lula ou da aprovação geral do governo, os índices mostram um cenário de desaprovação majoritária:
- Trabalho pessoal de Lula: 50% desaprovam, 42% aprovam e 8% não sabem.
- Governo Lula de maneira geral: 51% desaprovam, 42% aprovam e 7% não sabem.
A desaprovação ao governo é maior entre os homens (56% contra 47% das mulheres), evangélicos (65%) e na região Sul (58%).
Os melhores índices de aprovação ao governo petista encontram-se na região Nordeste (49%), entre jovens de 16 a 24 anos (38%) e na faixa de renda de até 2 salários mínimos (44%).

