Doutores da Alegria levam conforto emocional a pessoas que enfrentam momentos delicados de saúde ou solidãoFoto: Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais
Os “Doutores da Alegria” têm levado esperança para quem está passando por momentos difíceis em Meleiro, no Sul de Santa Catarina. Vestidos de palhaços, com jalecos brancos e instrumentos musicais nas mãos, voluntários visitam hospitais, casas de repouso e instituições para levar música, conversa e palavras de incentivo para aqueles que mais precisam.
O projeto na cidade é liderado por Sérgio Luciano Réus, de 63 anos, bancário aposentado e pandeirista do grupo. “Sempre fomos incentivados e muito bem recebidos aonde vamos”, explica Sérgio.
Doutores da Alegria levam violão, acordeon e pandeiro
Em Meleiro, os “Doutores da Alegria” realizam visitas principalmente ao Hospital São Judas Tadeu, mas também já passaram pela APAE, pela Casa de Repouso da cidade e até por residências de idosos.
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Durante as visitas, o violão, acordeon e pandeiro acompanham canções populares e religiosas, além de momentos de oração e conversa.
“Chegávamos no local já cantando músicas alegres. Na APAE, os alunos já vinham ao nosso encontro. E aí era só festa. Muita dança, muita alegria”, conta Sérgio.
Nos quartos do hospital, a abordagem depende da situação de cada paciente. Antes das visitas, a equipe recebe orientações de profissionais da saúde para saber como agir em cada caso.
Durante as visitas, o violão, acordeon e pandeiro acompanham canções populares e religiosasFoto: Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais
Projeto nasceu em 2013 e reúne voluntários
A iniciativa começou em 2013, ano em que Sérgio se aposentou. A ideia surgiu a partir de uma colega de teatro que conhecia o trabalho dos Doutores da Alegria em grandes centros, como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro.
O grupo chegou a reunir cerca de 12 voluntários, entre homens e mulheres da própria cidade. Para facilitar as visitas, os participantes eram divididos em três equipes, com rodízio semanal.
As atividades foram interrompidas em 2020, durante a pandemia, e começaram a ser retomadas de forma gradual em 2023.
Voluntários visitam hospitais, casas de repouso e instituições desde 2013Foto: Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais
Histórias que mostram o impacto das visitas
Sérgio lembra de momentos que marcaram os “Doutores da Alegria”. Em uma das visitas, um paciente idoso surpreendeu os voluntários ao reagir de forma inesperada à música.
“Chegamos cantando música sertaneja raiz. Ele começou a cantar junto e, empolgado, levantou da cama e começou a dançar uma valsa”, recorda Sérgio.
Em outro episódio, após a morte de um paciente que costumava receber as visitas, a viúva fez questão de agradecer pelo trabalho do grupo.
Segundo ela, o marido sempre perguntava quando os palhaços voltariam ao hospital. “Vocês não têm noção o quanto a presença de vocês fazia bem para ele”, teria dito.
Para Sérgio, esse tipo de retorno confirma o valor do trabalho voluntário. “Esse testemunho foi muito importante para nós. Nos revela que esse pequeno gesto faz toda a diferença”.
Abordagem do grupo depende da situação de cada pacienteFoto: Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais
Planos para fortalecer o projeto
Agora, o grupo Doutores da Alegria pretende retomar as atividades com mais frequência e ampliar as visitas às instituições da cidade.
“Nossos planos são de retomar com força total esse trabalho voluntário, no hospital, na APAE, na Casa de Repouso e nas residências de idosos”, afirma Sérgio.
Para ele, a iniciativa vai além do entretenimento. Trata-se de um gesto de cuidado e solidariedade com quem enfrenta momentos difíceis. “Estamos neste mundo para servir e não para ser servido”, conclui.
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Ação já acontecia em grandes centros, como São Paulo, Recife e Rio de Janeiro – Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais
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Grupo pretende retomar as atividades com mais frequência em 2026 – Sérgio Luciano Réus/Divulgação/ND Mais

