Aprovação dos Três Poderes não supera 15% no BrasilFoto: Câmara dos Deputados/Reprodução/ND Mais; Jonas Pereira/Agência Senado/ND Mais; Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND Mais
Uma pesquisa de opinião pública realizada pelo PoderData entre os dias 30 de maio e 1º de junho mostrou que a aprovação da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do STF (Supremo Tribunal Federal) não ultrapassa 15% entre os brasileiros. Ao todo, foram entrevistadas 2.500 pessoas em 166 municípios.
A margem de erro é de dois pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%. Do total de entrevistados, 53% são mulheres e 47% homens.
Em relação à faixa etária, 14% têm entre 16 e 24 anos, 41% entre 25 e 44 anos, 25% entre 45 e 59 anos e 20% possuem 60 anos ou mais. Quanto à escolaridade, 2% nunca frequentaram a escola, 37% cursaram apenas o ensino fundamental, 44% concluíram o ensino médio e 17% possuem ensino superior.
Da renda familiar, 54% recebem até dois salários mínimos, 27% ganham entre dois e cinco salários mínimos e 19% afirmam ter renda superior a cinco salários mínimos. Já a distribuição regional dos entrevistados ficou da seguinte forma: Sudeste (43%), Nordeste (27%), Sul (15%), Centro-Oeste (8%) e Norte (7%).
Por fim, entre as religiões, os católicos representam 42% da amostra, seguidos pelos evangélicos (33%), pessoas sem religião (16%), espíritas ou kardecistas (4%), praticantes de umbanda ou candomblé (2%), ateus (1%) e entrevistados de outras crenças ou que não responderam (2%).
Aprovação dos Três Poderes não passa de 15% no Brasil
No geral, as três instituições avaliadas enfrentam elevados índices de reprovação, com destaque negativo para a Câmara dos Deputados e o STF.
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Pesquisa mostra avaliação da Câmara dos Deputados – PoderData/Reprodução/ND Mais
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Pesquisa mostra avaliação do Senado Federal – PoderData/Reprodução/ND Mais
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Pesquisa mostra avaliação do Supremo Tribunal Federal – PoderData/Reprodução/ND Mais
Reprovação da Câmara dos Deputados
Os maiores índices de rejeição à Câmara aparecem entre os entrevistados com renda superior a cinco salários mínimos, grupo em que 52% classificam o desempenho da instituição como ruim ou péssimo. Entre aqueles com ensino médio e superior, a reprovação também alcança 50%.
Por outro lado, os entrevistados que nunca frequentaram a escola demonstram avaliação mais moderada: 12% classificam o trabalho da Câmara como ótimo ou bom, enquanto 18% não souberam opinar. Regionalmente, os maiores índices de rejeição estão no Norte e no Sul, ambos com 51% de avaliações negativas.
Reprovação do Senado Federal
A avaliação do Senado se destaca pela estabilidade nos diferentes recortes analisados. Entre homens, mulheres e faixas etárias, a taxa de avaliações classificadas como ruim ou péssimo varia de 43% a 45%. Já no grupo com renda superior a cinco salários mínimos, a rejeição alcança 51%.
No recorte regional, o Nordeste apresenta o melhor desempenho para a Casa, com 19% de avaliações positivas e o menor índice de reprovação, de 39%.
Reprovação do Supremo Tribunal Federal
O STF é a instituição que apresenta os contrastes mais acentuados da pesquisa. Entre os entrevistados com ensino superior, 66% avaliam o Superior Tribunal Federal como ruim ou péssimo. O índice sobe para 69% entre aqueles com renda superior a cinco salários mínimos.
No sentido oposto, a rejeição cai para 24% entre os que nunca frequentaram a escola e para 36% entre os entrevistados com renda de até dois salários mínimos.
Regionalmente, o Sul lidera a rejeição ao STF, com 60% de avaliações negativas, seguido pelo Centro-Oeste, com 57%.
Já o Nordeste apresenta o cenário mais favorável ao tribunal, reunindo a maior taxa de aprovação (27%). No recorte religioso, os evangélicos registram o maior índice de avaliações negativas, com 55%. Entre os católicos, a taxa é de 42%, enquanto entre adeptos da umbanda e do candomblé chega a 38%.
Governo Lula x governo Bolsonaro
O levantamento também identificou forte correlação entre a avaliação do STF e a percepção dos entrevistados sobre os governos Lula (PT) e Bolsonaro (PL).
Entre aqueles que consideram o governo Lula pior que o de Bolsonaro, a reprovação ao Supremo alcança 65%. Já entre os que avaliam o atual governo como melhor que o anterior, o percentual de avaliações ótimo ou bom para o STF chega a 24%, contra apenas 4% entre os que preferem a gestão Bolsonaro.

