Valdemar Costa Neto é condenado a pagar R$ 20 mil por associar PT ao 8 de janeiroFoto: Beto Barata/PL/Divulgação/PT/ND Mais
O presidente do PL (Partido Liberal), Valdemar Costa Neto, foi condenado a pagar indenização no valor de R$ 20 mil ao Diretório Nacional do PT (Partido dos Trabalhadores) na segunda-feira (11).
O motivo é uma declaração do ex-deputado federal que atribui a responsabilidade pelos atos de 8 de janeiro de 2023 ao PT. A ação movida pelo partido destaca que a fala foi divulgada por veículos de comunicação e teve grande alcance nas redes sociais.
A decisão da 5ª Vara Cível de Brasília entendeu que as afirmações de Valdemar Costa Neto “extrapolam a crítica político-ideológica e ingressam na seara da imputação de conduta criminosa específica”.
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“Quem preparou aquilo foi o PT”, alegou o presidente do PLFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil/ND Mais
A sentença foi divulgada pelo Diretório Nacional do PT: “Costa Neto, que comanda a legenda à qual Jair Bolsonaro e seus filhos são filiados, fez a afirmação mentirosa e leviana, em setembro de 2025, ao declarar que o Partido dos Trabalhadores teria participação ou teria organizado os atos antidemocráticos do 8 de janeiro de 2023”.
O ND Mais entrou em contato com a assessoria jurídica do PL e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
Valdemar Costa Neto é condenado a pagar indenização ao PT: veja o que ele disse
O presidente do PL foi condenado a pagar uma indenização por danos morais ao PT devido a uma declaração em setembro de 2025, durante um evento em Itu, São Paulo.
Ao abordar a invasão à Praça dos Três Poderes, em 8 de janeiro de 2023, Valdemar Costa Neto afirmou que “quem começou o quebra-quebra foi um povo do PT”.
Valdemar Costa Neto é condenado a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 20 milFoto: Evandro Macedo/LIDE/Divulgação/ND Mais
“O grande problema nosso é que teve aquela bagunça no 8 de janeiro e o Supremo diz que aquilo foi golpe. Olha só que absurdo. O camarada com pedaço de pau, um bando de pé de chinelo quebrando lá na frente. Eles classificam aquilo como golpe. Então a Débora do batom ia ser ministra da Fazenda? Não tinha ninguém. Quem preparou aquilo foi o PT”, alegou.
Ele também reconheceu que foi elaborado um plano para um golpe de Estado, que acabou não sendo efetivado: “Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil a lei diz o seguinte: ‘se você planejar um assassinato, mas não fez nada, não tentou, não é crime’. O golpe não foi crime”.

