Tornados vão de categorias F1 (até 177 km/h) a F5 (acima de 322 km/h)Foto: Reprodução/Climatempo/ND Mais
O avanço de sistemas de tempestades severas frequentemente acende o alerta nos centros meteorológicos e desperta a atenção da população.
Nesse cenário, entender os tornados e suas categorias é fundamental para compreender o potencial destrutivo desses eventos climáticos extremos e a importância dos alertas emitidos pelas autoridades.
Diferentemente do que muitas pessoas imaginam, a intensidade de um tornado não é definida pelo diâmetro ou pela aparência visual do fenômeno no horizonte.
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A classificação considera a velocidade estimada dos ventos com base nos danos estruturais deixados no solo.
Para fazer essa medição, a meteorologia utiliza a Escala Fujita Aprimorada, conhecida como Escala EF, que divide os fenômenos em seis categorias principais, de EF0 a EF5.
A NOAA (Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos) é a criadora e o órgão oficial responsável pelo desenvolvimento, calibração e aplicação da Escala Fujita Aprimorada (Enhanced Fujita Scale – EF), utilizada mundialmente desde 2007.
Tornado deixou danos em diferentes regiões do Paraná na última semanaVídeo: @meteorologista_piter_scheuer/Instagram/ND Mais
De danos leves a catastróficos: veja as categorias dos tornados
A classificação dos tornados considera os efeitos provocados pelo vento nas estruturas atingidas e permite estimar a intensidade do fenômeno mesmo depois que ele desaparece.
O Centro de Previsão de Tempestades da NOAA, SPC (Storm Prediction Center), fornece os parâmetros exatos de velocidade dos ventos (convertidos de milhas por hora para quilômetros por hora) e a lista de indicadores de danos (Damage Indicators) para cada categoria.
Abaixo, entenda como funciona cada nível dessa classificação.
Tornado entre F0 e F1 traz ventos entre 105 km/h e 177 km/hFoto: Reprodução/Reddit/ND Mais
EF0 e EF1: o início da escala
Na parte inicial da classificação estão os fenômenos de menor intensidade, com ventos que variam de 105 km/h a 177 km/h. Esses eventos provocam danos considerados leves ou moderados.
Na prática, podem causar a quebra de galhos de árvores, queda de placas de sinalização, quebra de janelas e destelhamento parcial de edificações mais simples ou trailers.
Tornado entre F2 e F3 traz ventos entre 178 km/h e 266 km/hFoto: Reprodução/X/ND Mais
EF2 e EF3: danos consideráveis a severos
O cenário muda a partir da categoria EF2, quando as rajadas superam os 178 km/h. Nesse patamar, o vento pode arrancar telhados inteiros de casas de alvenaria e mover automóveis.
Já os fenômenos classificados como EF3, com ventos de até 266 km/h, provocam estragos severos.
Entre os danos possíveis estão a destruição de paredes inteiras de edifícios bem construídos e o descarrilamento de trens.
Tornado F4 e F5 traz ventos devastadores entre 267 km/h e 322 km/hFoto: Freepik/Reprodução/ND Mais
EF4 e EF5: devastação total
No topo da classificação estão os fenômenos considerados devastadores e catastróficos.
Com ventos que rompem a barreira dos 267 km/h e podem superar os 322 km/h no caso de um EF5, esses eventos podem nivelar casas de tijolos ao chão.
Também podem deformar estruturas de concreto armado e arremessar veículos pesados a centenas de metros de distância.
O que é um tornado EFU?
Existe ainda uma classificação técnica chamada EF-Unknown, ou EFU, que significa intensidade desconhecida.
Ela é utilizada por meteorologistas quando imagens ou radares confirmam a existência e o toque do fenômeno no solo, mas o evento atinge apenas áreas desabitadas ou regiões de floresta densa.
Nessas situações, não há construções atingidas que permitam avaliar os danos. Como consequência, torna-se impossível estimar a força real dos ventos por meio da análise de danos materiais.
Tornado em Piraí do Sul, no ParanáFoto: Meteorologista Piter Scheuer/@meteorologista_piter_scheuer/Instagram
Como os tornados são monitorados e classificados?
O acompanhamento rápido das condições atmosféricas e dos padrões de rotação nas nuvens é fundamental para a emissão de alertas.
A identificação desses padrões é um dos mecanismos utilizados pelas agências de Defesa Civil para emitir alertas sonoros e notificações em smartphones.
O objetivo é fazer com que a população tenha o máximo de tempo possível para procurar um local protegido antes que o fenômeno atinja o solo.
Ganhar poucos minutos antes do toque do funil no solo pode ser decisivo para que as pessoas encontrem abrigos seguros e preservem suas vidas diante de um cenário de tempo severo.
A classificação final da intensidade também depende da análise dos danos observados após a passagem do fenômeno, já que a força do vento não pode ser determinada apenas pela aparência ou pelo tamanho visual do tornado.

Deny Campos Repórter
Deny Campos é repórter do portal ND Mais, responsável por trazer os destaques do cenário nacional e internacional, como a previsão do tempo no Brasil e casos de segurança que chamam a atenção em São Paulo, Rio de Janeiro e outras grandes cidades. Formado pela Feapa (Faculdade de Estudos Avançados do Pará) e com MBA em Comunicação e Marketing Digital, é jornalista desde 2018, atuou como assessor na OAB Pará e também escreve sobre política, economia e bastidores. Cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, com foco na produção de matérias factuais de nível estadual e nacional sobre os pleitos municipais. Leia mais ▾
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