Foto: Legendários/Divulgação” width=”1200″ height=”700″ >Grupo Legendários foi criado na GuatemalaFoto: Legendários/Divulgação
O deputado estadual Marcius Machado (PL) protocolou projeto de lei para incluir o “Dia dos Legendários” no Calendário Oficial de Eventos de Santa Catarina, com data fixada em 4 de maio.
O movimento, fundado na Guatemala em 2015, reúne famosos como Pablo Marçal, Thiago Nigro e Kaká Diniz em retiros espirituais exclusivos para homens, com foco em fé, família e masculinidade. Para os adeptos, é transformação genuína de vida. Para os críticos, é outra história.
O deputado argumenta que o projeto não implica criação de despesas públicas nem imposição de obrigações a ninguém e trata-se, segundo ele, apenas do reconhecimento institucional de uma iniciativa de relevante interesse social. A proposta também encontra respaldo, conforme o texto, nos princípios constitucionais da liberdade religiosa.
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As opiniões sobre o Legendários dividem profundamente. O movimento enfrenta acusações de hipocrisia, elitização e questionamentos sobre sua real neutralidade religiosa. Setores da esquerda classificam o Legendários como “braço simbólico da extrema direita latino-americana”, acusando o movimento de reforçar a subordinação das mulheres sob discurso de autoconhecimento.
Os defensores rebatem: lideranças afirmam que quem entra machista sai menos machista, em uma “melhor versão do homem”, pois aprende que o líder deve ser servo da família. Em ano eleitoral, Marcius Machado escolheu o campo minado certo.

