Nevasca na Cordilheira dos Andes deixou mais de mil caminhoneiros presos entre Chile e ArgentinaFoto: Jornal da Record/ND Mais
Há mais de um mês, uma forte nevasca cobriu completamente a região da Cordilheira dos Andes, entre Chile e Argentina.
Desde então, milhares de caminhoneiros ficaram presos nas estradas e cercados pela neve na região montanhosa. Na última terça-feira (18), após a melhora das condições climáticas, o Sistema Integrado Cristo Redentor foi reaberto, permitindo que parte dos motoristas retomasse suas rotas.
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A liberação, contudo, ocorre em caráter de urgência diante da previsão de uma nova nevasca para este fim de semana. Segundo o R7, mais de mil caminhoneiros brasileiros ficaram presos no local desde 14 de julho. As autoridades estabeleceram uma ordem de prioridade para a saída dos veículos.
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Acúmulo de neve e gelo dificulta circulação de veículos pesados na Cordilheira dos AndesFoto: Balanço Geral/Divulgação/ND Mais
Fronteira entre Chile e Argentina tem esquema de liberação
A Direção Nacional de Assuntos Técnicos de Fronteira da Argentina, órgão ligado à Chefia de Gabinete do Ministério do Interior, determinou que os cinco primeiros dias após a reabertura fossem destinados exclusivamente ao transporte de mercadorias. As informações são do jornal La Nación.
O fluxo na fronteira foi organizado em horários e sentidos específicos. Desde terça-feira, o trânsito está liberado da Argentina para o Chile, das 9h às 21h, com deslocamento permitido até Guardia Vieja. A prioridade é dada aos caminhões que já possuem documentação validada no estacionamento de Uspallata.
Na sexta-feira (21) e no sábado (22), o sentido será invertido. O tráfego ocorrerá exclusivamente do Chile para a Argentina, das 9h às 21h, com destino a Uspallata.
Ventos fortes dificultam saída dos caminhoneiros da Cordilheira dos Andes
Apesar da reabertura da passagem, os motoristas precisam redobrar a atenção durante o trajeto.
A presença de ventos intensos pode levantar a neve acumulada no solo e reduzir a visibilidade nas pistas.
Ribamar Laudares, caminhoneiro de Chapecó, enfrentou 11 dias de espera até conseguir deixar a regiãoFoto: Ribamar Laudares/Divulgação/ND Mais
De acordo com o R7, as autoridades locais forneceram água potável e refeições aos caminhoneiros durante o período. A interdição durou 34 dias.
A paralisação forçada provocou insatisfação no setor logístico, que acumulou prejuízos estimados em US$ 600 por dia para cada caminhão parado.

Yasmin Mior Repórter
Yasmin Mior é repórter do ND Mais e faz parte do Núcleo Nacional, escrevendo matérias que envolvem política, segurança e saúde, assim como outros assuntos que impactam o dia a dia do brasileiro. Além de trazer previsões do tempo, tem como foco pautas econômicas e sociais em diferentes estados do Brasil. Jornalista formada pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), atua na área desde 2021 e cobriu eventos de destaque, como as Olimpíadas de Paris 2024 e a posse do Papa Leão XIV. Também está sempre conectada ao mundo da cultura pop, por dentro do que há de novo em filmes e séries, e fez cursos livres de SEO, gestão de mídias sociais e cinema contemporâneo. Acompanhou as Eleições Municipais de 2024 atuando no setor de distribuição de conteúdo de um portal de notícias de Santa Catarina. Leia mais ▾
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