Diários dos Editais Diários dos Editais Diários dos Editais
Redimensionador de fonteaa
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Leitura: EUA têm luz verde para atacar em terra em 4 países da América Latina. O Brasil é o próximo capítulo?
Compartilhar
Diários dos Editais Diários dos Editais
Redimensionador de fonteaa
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Buscar
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Siga-nos
Diário dos Editais © 2024 Todos direitos reservados
Diários dos Editais > Blog > Região > EUA têm luz verde para atacar em terra em 4 países da América Latina. O Brasil é o próximo capítulo?
Região

EUA têm luz verde para atacar em terra em 4 países da América Latina. O Brasil é o próximo capítulo?

Ultima atualização: 20 de agosto de 2026 08:00
Por Joao Alfredo Nyegray
Compartilhar
5 leitura mínima
eua-tem-luz-verde-para-atacar-em-terra-em-4-paises-da-america-latina.-o-brasil-e-o-proximo-capitulo?
EUA têm luz verde para atacar em terra em 4 países da América Latina. O Brasil é o próximo capítulo?
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp

Quatro países já aceitaram operações militares dos EUA contra o narcotráfico em seu território. A pergunta que fica é sobre o que os demais estão fazendo sozinhos.Foto: Imagem gerada por IA/ND MaisQuatro países já aceitaram operações militares dos EUA contra o narcotráfico em seu território. A pergunta que fica é sobre o que os demais estão fazendo sozinhos.Foto: Imagem gerada por IA/ND Mais

A guerra às drogas saiu do mar e pisou em terra firme? Desde setembro do ano passado, os Estados Unidos bombardeiam embarcações suspeitas de tráfico de drogas no Caribe e no Pacífico oriental. O saldo, segundo a AFP, já passa de 215 mortos — sem julgamento, sem processo, sem direito de defesa. Washington chama isso de guerra contra organizações terroristas.

Críticos chamam de execução extrajudicial. Os dois lados têm razão, e é exatamente aí que mora o problema: quando uma potência decide que pode matar por decreto, a discussão jurídica vira detalhe.

Quem já disse sim — e o preço que pagam por isso

Equador abriu o caminho em março. Depois vieram Colômbia, Guatemala e Honduras, que aceitaram formalmente permitir que forças dos EUA conduzam operações conjuntas contra grupos classificados por Washington como narcoterroristas. Hegseth foi direto: “será o mesmo efeito em terra” que já se viu no mar.

Receba no WhatsApp as principais notícias do dia em primeira mão Entre no grupo

Para esses governos, a lógica é pragmática, mas cara: aceitar a presença americana em troca de recursos e inteligência significa ceder parte do controle sobre o uso da força no próprio território.

É uma barganha desigual — e cada país que assina reduz o custo político dos próximos a fazer o mesmo, ampliando a influência direta de Washington sobre a segurança da região.

O problema não é a ausência do Brasil na lista — é a ausência de um plano

O Brasil abriga uma das maiores organizações criminosas transnacionais do continente, com rotas que atravessam Bolívia e Paraguai rumo ao litoral brasileiro e à Europa.

Diferente dos países que assinaram acordos com os EUA, o Brasil não terceirizou essa guerra — e isso, em princípio, é coerente com qualquer defesa séria de soberania nacional.

O problema é que soberania não se sustenta apenas recusando ingerência externa. Ela se sustenta apresentando uma resposta própria que efetivamente funcione.

E é exatamente aí que a política de segurança brasileira patina: décadas de operações pontuais, presídios que funcionam como sede administrativa de facções e uma fronteira porosa que segue sendo corredor logístico do tráfico internacional, sem que isso tenha mudado de forma estrutural.

Recusar tropas estrangeiras é uma escolha legítima. Recusar sem colocar algo robusto no lugar é apenas transferir o custo do discurso soberanista para quem convive com o crime organizado todos os dias — o brasileiro comum, não o Estado.

Soberania não é ausência de resposta

O padrão que se desenha na região prova que a alternativa à cooperação militar americana não pode ser a inércia.

Países como Colômbia e Equador não assinaram esses acordos por falta de compromisso com a própria soberania — assinaram porque, diante da escala do problema, concluíram que não tinham estrutura própria suficiente.

O Brasil, com seu peso econômico, populacional e institucional, tem — ou deveria ter — condições de construir essa estrutura própria sem depender de tropas de fora.

A pergunta que caberia fazer não é se o país vai ou não aceitar presença militar estrangeira, mas por que, com todo esse potencial, a resposta brasileira ao crime organizado segue tão aquém do tamanho do problema.

O que vem a seguir

Hegseth já deixou claro que a lista de países parceiros pode crescer “onde quer que operem grupos do narcotráfico”. Isso significa que a pressão sobre países que ainda não assinaram — Brasil incluído — tende a aumentar, ainda que apenas como comparação regional.

O ponto não é se o Brasil vai entrar nessa lista. É se o país vai continuar adiando a construção de uma resposta própria à altura do problema, ou se vai seguir tratando a recusa à cooperação estrangeira como se isso, por si só, já fosse uma política de segurança.

  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp
Serra catarinense com crianças: o que fazer, onde ficar e como planejar a viagem
Lula e Trump falaram por 1h20 e na segunda começa a negociação. O que o Brasil pode ganhar e perder?
Força-tarefa liderada por Luciano Hang garante show de Frei Gilson em SC para mais de 50 mil pessoas
Inteligência Artificial: ameaça ou oportunidade?
Muito além do tradicional: conheça o pinhão de açúcar que só aparece no fim da estação em SC
Compartilhar
O que você acha?
Amor0
Triste0
Feliz0
Com sono0
Nervoso0
Morto0
Piscar0
artigo anterior fim-do-veranico-da-espaco-para-frio-intenso-de-3c-e-grande-chance-de-geada-ampla-nos-proximos-dias-em-sc Fim do veranico dá espaço para frio intenso de -3C e grande chance de geada ampla nos próximos dias em SC
Próximo artigo nevasca-na-cordilheira-dos-andes-deixou-mais-de-mil-caminhoneiros-brasileiros-presos-entre-chile-e-argentina;-nova-tempestade-ameaca-regiao Nevasca na Cordilheira dos Andes deixou mais de mil caminhoneiros brasileiros presos entre Chile e Argentina; nova tempestade ameaça região

Últimas notícias

pai-morre-apos-cair-de-moto-com-filha-de-15-anos-na-garupa-e-ser-atingido-por-carro-durante-retorno-para-casa-em-sc
Pai morre após cair de moto com filha de 15 anos na garupa e ser atingido por carro durante retorno para casa em SC
Região
23 de setembro de 2026
deslizamento-compromete-acostamento-da-sc-114-e-acende-alerta-de-novos-colapsos-apos-fortes-chuvas
Deslizamento compromete acostamento da SC-114 e acende alerta de novos colapsos após fortes chuvas
Região
23 de setembro de 2026
peritos-revelam-possivel-causa-da-queda-de-helicoptero-que-matou-o-cantor-rick-sollo-e-outras-quatro-pessoas-em-sc
Peritos revelam possível causa da queda de helicóptero que matou o cantor Rick Sollo e outras quatro pessoas em SC
Região
23 de setembro de 2026
com-ventos-de-270-km/h,-furacao-polo-chega-a-categoria-5-em-tempo-recorde-e-provoca-alerta-de-ondas-de-ate-4-metros-no-oceano-pacifico
Com ventos de 270 km/h, furacão Polo chega à categoria 5 em tempo recorde e provoca alerta de ondas de até 4 metros no Oceano Pacífico
Região
23 de setembro de 2026
Diários dos Editais Diários dos Editais
Siga-nos
Diário dos Editais © 2026 Todos direitos reservados...
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?