O complexo da BYD em Camaçari passará a operar em 3 turnos, totalizando quase 10 mil empregos entre operação direta e obrasFoto: Thuane Maria/GOVBA/ND Mais
A BYD, gigante asiática de veículos elétricos, confirmou que o complexo industrial de Camaçari (BA) deve alcançar a marca de 10 mil trabalhadores em atividade.
O anúncio foi detalhado pelo governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, na semana passada, destacando que a unidade passará a operar em três turnos para dar conta da produção e das obras de expansão.
“Na reunião na China, o presidente [Lula] se comprometeu a garantir tudo o que a União precisava fazer para trazer a BYD para cá, e nós assumimos a nossa parte para que virasse realidade”, afirmou. O governador acrescentou que já há sinalização de encomendas, como pedidos de 50 mil veículos para o México e outros 50 mil para a Argentina.
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A unidade baiana já montou mais de 35 mil veículos dos modelos Dolphin Mini, King e Song ProFoto: Divulgação/byd/ND Mais
Atualmente, o complexo conta com 3,2 mil colaboradores diretos. Com a nova fase de contratações já iniciada, a operação saltará para 6,2 mil funcionários, que se somam aos 3,5 mil trabalhadores que seguem focados nas obras de construção. O objetivo é acelerar a montagem dos veículos e preparar a fábrica de Camaçari para sua capacidade total.
“Estamos muito orgulhosos do avanço do nosso complexo industrial na Bahia. A contratação de novos colaboradores reforça o compromisso da BYD com o desenvolvimento econômico do Brasil, com a geração de empregos qualificados e com a aceleração da mobilidade elétrica em toda a região. Nós acreditamos no potencial do brasileiro”, afirma a Vice-Presidente Executiva da BYD e CEO para as Américas e Europa, Stella Li.
A partir de agosto, a BYD inicia uma nova fase com 30% de componentes produzidos no BrasilFoto: Reprodução/ND Mais
Gigante asiática quer produção nacional e exportação
A fábrica, que já montou mais de 35 mil veículos de modelos como o Dolphin Mini e o Song Pro, vive um momento de transição tecnológica. Hoje, os carros são montados com peças vindas da China (regime SKD), mas a partir de agosto a realidade muda:
- Nacionalização: mais de 30% dos componentes passarão a ser produzidos no Brasil.
- Capacidade: a meta inicial é de 300 mil veículos por ano, podendo dobrar para 600 mil unidades em fases futuras.
- Foco externo: já existem encomendas de 50 mil veículos para o México e 50 mil para a Argentina, posicionando a Bahia como um polo exportador para o Mercosul e, futuramente, para a Europa.
Impacto social em Camaçari, na Bahia
Durante agenda no município, o governador Jerônimo Rodrigues ressaltou que o crescimento da fábrica exige que a gestão pública acompanhe o ritmo.
“Essa expansão vai exigir mais saúde, educação e creches para os trabalhadores e suas famílias”, pontuou o governador, que autorizou novos investimentos na saúde local para suportar a nova dinâmica populacional e econômica da região.

