A Volkswagen aprovou um plano que prevê o corte de mais 50 mil postos de trabalho em todo o grupoFoto: Volkswagen/Divulgação
A reestruturação da Volkswagen pode atingir quatro fábricas na Alemanha e resultar na demissão de mais 50 mil pessoas em todo o grupo. O plano, aprovado pelo conselho de supervisão da montadora nesta quinta-feira (3), é considerado o mais amplo dos 89 anos de história da empresa.
As unidades que podem ser fechadas ou ter suas atividades profundamente reestruturadas são as fábricas de Zwickau, Emden e Hannover, além da unidade da Audi em Neckarsulm. Segundo informações divulgadas pela Reuters, as plantas devem ficar sem novos modelos para produzir ao longo da próxima década, o que levou a Volkswagen a avaliar alternativas para o futuro das operações.
As quatro unidades ficam na Alemanha e fazem parte das operações das marcas Volkswagen e Audi.
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A fábrica de Zwickau fica no estado da Saxônia e se tornou uma das principais bases da Volkswagen para a produção de veículos elétricos. Emden, localizada no norte do país, também tem operações voltadas à fabricação de carros.
A reestruturação pode levar a Volkswagen a eliminar até 100 mil vagas em todo o mundoFoto: Divulgação/Volkswagen/ND Mais
Já Hannover, na Baixa Saxônia, é uma das tradicionais cidades industriais ligadas à história da Volkswagen. A quarta unidade é a fábrica da Audi em Neckarsulm, no sul da Alemanha.
O chamado “Plano Futuro” prevê uma ampla reorganização das operações do grupo Volkswagen, que também controla marcas como Audi e Porsche.
Volkswagen prevê mais 50 mil demissões
Os novos 50 mil cortes de empregos aprovados pela empresa se somam a uma redução de mesma magnitude que já estava em andamento. Com isso, a projeção pode chegar a até 100 mil vagas eliminadas em todo o mundo.
A Volkswagen ainda não informou quando os novos desligamentos serão realizados nem quantos trabalhadores de cada marca ou região serão afetados.
A decisão faz parte de uma estratégia para reduzir despesas diante da pressão provocada por tarifas de importação, excesso de capacidade produtiva e avanço das montadoras chinesas no mercado global.
A Volkswagen pretende economizar 11 bilhões de euros, cerca de R$ 64 bilhões, com o plano de redução de custosFoto: Divulgação/Volkswagen/ND Mais
Plano da Volkswagen busca economizar R$ 64 bilhões
A meta da companhia é cortar 11 bilhões de euros em despesas gerais, valor equivalente a cerca de R$ 64 bilhões. O plano prevê uma redução de 20% nos custos operacionais gerais do grupo.
Entre as medidas estudadas estão a redução de gastos com pessoal, a simplificação da estrutura da companhia e a avaliação do encerramento das atividades das quatro fábricas.
Segundo os dados do plano, cerca de metade dos custos gerais da Volkswagen está relacionada às despesas com funcionários, o que explica o peso dos cortes de empregos dentro da estratégia de redução de gastos.
Maior reestruturação da história da Volkswagen
O presidente-executivo do grupo, Oliver Blume, busca reorganizar as operações das marcas Volkswagen, Audi e Porsche e obter apoio para acelerar a transformação da companhia.
O acordo aprovado também evita, por enquanto, um confronto direto com os sindicatos e com a Baixa Saxônia, segundo maior acionista da Volkswagen. A empresa chegou a considerar uma assembleia-geral extraordinária para impor as mudanças, mas essa possibilidade foi descartada.
Em comunicado, Blume afirmou que a decisão representa um passo para o futuro do grupo.
“Este é um sinal forte para o futuro do Grupo Volkswagen. Estamos assumindo responsabilidade por toda a nossa força de trabalho, pelos nossos parceiros e pelos empregos industriais em todo o mundo”, declarou o executivo.

Carolina Sott Editora/Repórter
Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital. Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros. Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social. Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas. Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias. Leia mais ▾
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