Foto: Vatican News/@vaticannewspt/Instagram” width=”1300″ height=”731″ >Papa Leão XIV afirmou que “existem questões muito maiores” ao comentar debate sobre casamento homoafetivoFoto: Vatican News/@vaticannewspt/Instagram
Durante o retorno de uma viagem à África, na quinta-feira (23), o papa Leão XIV foi questionado sobre um recente convite do cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique, para que padres e agentes pastorais adotem diretrizes que formalizem bênçãos a casais homoafetivos.
Em resposta, o Papa sinalizou que não pretende ampliar a abordagem da Igreja Católica em relação a casais do mesmo sexo, mantendo a linha já adotada pelo papa Francisco sobre o tema.
Segundo o Estadão, Leão XIV evitou um posicionamento direto sobre a proposta e afirmou, de forma geral, que a discussão sobre moralidade na Igreja não deve se concentrar apenas em questões sexuais.
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Debate sobre bênçãos a casais do mesmo sexo volta ao centro das discussões na Igreja Católica, mas o papa Leão XIV evitou posicionamento diretoFoto: Arquivo Pessoal/ND Mais
“Acho muito importante entender que a unidade ou divisão da Igreja não deve girar em torno de questões sexuais”, disse o papa.
“Tendemos a pensar que, quando a Igreja fala sobre moralidade, a única questão moral em pauta é a sexual. Na realidade, existem questões muito maiores e mais importantes, como justiça, igualdade, liberdade de homens e mulheres e liberdade religiosa, que teriam prioridade sobre essa questão específica.”
Diretrizes aprovadas na Alemanha pressionam posição de Papa Leão XIV
As diretrizes citadas foram aprovadas no ano passado por um órgão administrativo da Igreja na Alemanha, formado pela Conferência Episcopal Alemã e por representantes leigos. O grupo defende maior participação de fiéis nas decisões da Igreja.
Vaticano mantém posição de não formalizar bênçãos a uniões homoafetivas, apesar de pressões internasFoto: Reprodução/Vatican News/ND Mais
Em 2023, ainda sob o pontificado de Francisco, o Vaticano autorizou bênçãos a casais em “situações irregulares”, incluindo uniões homoafetivas, mas reforçou que esses atos não deveriam ser formalizados ou ritualizados, devendo ocorrer de forma espontânea.
O papa Leão XIV reafirmou que a Santa Sé já havia deixado clara sua posição aos bispos alemães, destacando que não concorda com a formalização dessas bênçãos.
*Com informações do Estadão

