O espólio de Marcos Matsunaga, morto por Elize Matsunaga em 2012, resgatou investimentos que permaneciam vinculados ao patrimônio do empresárioFoto: Reprodução/ND
Anos após o crime que chocou o país, a família de Marcos Matsunaga tomou uma nova atitude em relação ao patrimônio deixado pelo empresário. O espólio de Marcos, representado pelo pai dele, Mitsuo Matsunaga, resgatou investimentos e encerrou uma conta bancária que ainda permaneciam vinculados à herança.
As movimentações ocorreram depois que o inventário de Marcos Matsunaga foi desarquivado no início de 2026. O processo tramita sob segredo de Justiça, por isso os valores envolvidos nas operações não foram divulgados.
Espólio de Marcos Matsunaga movimentou investimentos
Uma decisão judicial autorizou o levantamento de valores que estavam depositados judicialmente e vinculados ao inventário. Na sequência, o espólio recebeu autorização para movimentar e encerrar uma conta mantida no Santander, em uma agência localizada na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo.
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Também foi autorizado o resgate de aplicações financeiras mantidas em fundos de investimento.
A conta bancária de Marcos Matsunaga estava vinculada a uma agência do Santander na Vila Leopoldina, zona oeste de São PauloFoto: Reprodução
Depois de realizar as operações, o inventariante apresentou à Justiça a prestação de contas das transferências feitas. O juiz responsável pelo processo considerou regulares os valores movimentados e determinou que o inventário fosse novamente arquivado.
O caso tramita na Vara da Família e Sucessões da Lapa. Como o processo está sob segredo de Justiça, não foram divulgados os valores dos investimentos, da conta bancária ou dos demais recursos movimentados pelo espólio.
O que aconteceu com Marcos Matsunaga?
Marcos Matsunaga foi morto em 2012 pela então mulher, Elize Matsunaga. O empresário levou um tiro na cabeça dentro da cobertura onde o casal morava, na Vila Leopoldina, em São Paulo.
Após o disparo, Elize arrastou o corpo de Marcos por cerca de 12 metros até um quarto do imóvel, onde o esquartejou. O caso teve grande repercussão no país e posteriormente foi retratado em produções audiovisuais.
Semanas depois do crime, Elize retornou ao apartamento acompanhada do delegado Mauro Gomes Dias para a reconstituição dos fatos. Durante a perícia, foram encontrados vestígios de sangue no local.
Marcos Matsunaga foi morto em 2012 por Elize MatsunagaFoto: Edu Garcia/R7/ND Mais
Segundo o perito Ricardo da Silva Salada, do Núcleo de Perícia de Crimes Contra a Pessoa do Instituto de Criminalística, testes realizados no imóvel identificaram rastros de sangue humano.
Cobertura onde Marcos Matsunaga foi morto está à venda
A cobertura triplex onde ocorreu o crime também voltou a chamar atenção recentemente. O imóvel, localizado na Rua Carlos Weber, na Vila Leopoldina, foi colocado à venda por R$ 2,8 milhões no fim de julho.
Segundo o anúncio, o apartamento tem 340 m² e resulta da união de duas unidades. O imóvel conta com cinco suítes, quatro vagas de garagem, banheira de hidromassagem, churrasqueira e piscina privativa.
O condomínio informado no anúncio custa R$ 6.087 por mês, enquanto o IPTU anual é de R$ 19,3 mil.
Foi em uma das salas da cobertura que Marcos Matsunaga foi baleado. O imóvel possui vidros antirruído e foi cenário de parte da investigação do crime.
Filme sobre Elize Matsunaga
A história de Elize Matsunaga também ganhou uma nova versão na ficção. O filme “Elize: Sombras de uma Mulher”, da Netflix, acompanha a trajetória da mulher desde a infância até o relacionamento com Marcos Matsunaga e a condenação pelo assassinato do empresário.
A produção, porém, dramatiza acontecimentos e cria situações para construir a narrativa. Por isso, nem todos os elementos apresentados no filme correspondem necessariamente aos fatos registrados no processo ou à realidade do caso.

Carolina Sott Editora/Repórter
Carolina Sott é repórter e editora no ND Mais, onde acompanha de perto os movimentos da política, segurança pública e economia no Brasil. Atuante na área desde 2020, é formada em Jornalismo pela Uniplac (Universidade do Planalto Catarinense) e tem MBA em Jornalismo Digital. Escreve matérias que revelam bastidores, contextualizam disputas de poder e mostram, de forma clara, como decisões feitas no alto escalão impactam o cotidiano dos brasileiros. Interessada pelo que move Brasília, São Paulo e outras capitais, costuma ler sobre política e assuntos relevantes para o cenário político e social. Indicada ao prêmio Microfone de Ouro da Acaert, já passou por portal de notícias e rádio, onde produziu e apresentou conteúdos que traduzem escolhas complexas para a vida das pessoas. Cobriu as Eleições Municipais em Lages (2020) e Florianópolis (2024), além de trabalhar na cobertura das Eleições Gerais de 2022 em um portal de notícias. Leia mais ▾
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