Reciclo, de Morro da Fumaça, no Sul de SC, cortou 95% da água usada após investimentos na melhoria dos equipamentos industriais Foto: Reprodução/RECICLO/ND Mais
Uma indústria flexográfica de Morro da Fumaça, no Sul de Santa Catarina, responsável por abastecer cerca de 70% da demanda do setor na América Latina, investiu R$ 5 milhões em melhorias operacionais e cortou 95% da água usada.
Antes da modernização, a Reciclo consumia cerca de 48 mil litros de água por dia. Com o novo investimento, o consumo passou a ser de aproximadamente 3 mil litros. Conforme o CEO da empresa, Alan Fabre, a redução do uso da água partiu de uma iniciativa ambiental da empresa.
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Indústria tabalha com embalagens flexográficas – Reprodução/RECICLO/ND Mais
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Empresa familiar foi fundada por patriarca em um sítio – Reprodução/RECICLO/ND Mais
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Investimento de R$ 5 milhões melhorou consumo de água – Reprodução/RECICLO/ND Mais
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Investimento criou novas oportunidades de economia – Reprodução/RECICLO/ND Mais
“Vem de um apelo da humanidade, não meramente do mercado. Não é uma questão estritamente ligada a uma solicitação de clientes ou a uma exigência. Na realidade, a água é o bem essencial para a vida, todos sabemos disso”, disse.
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Empresa é responsável por 70% do abastecimento flexográfico da América Latina
Empresa é responsável por 70% do abastecimento flexográfico da América LatinaFoto: Reprodução/RECICLO/ND Mais
A empresa atua com processadores químicos, solventes industriais e uma série de líquidos no dia a dia. O maior foco da indústria é no setor da flexografia, que consiste na impressão de embalagens flexíveis.
“Aqui nós atuamos com os processadores para impressão, que são os moldes, para rótulos, embalagens, sacos, pacotes e caixas. Muitas vezes a gente vê um objeto no dia a dia e nem imagina o que precisa ser feito para que ele esteja naquela condição”, reforçou Fabre.
A maioria dos produtos alimentícios, por exemplo, utilizam este método de embalagem, principalmente devido à necessidade de preservar os alimentos. “Há itens que, se não existirem embalagens de qualidade, não chegariam em determinadas regiões do mundo porque se deteriorariam antes disso”, apontou o CEO.
Indústria cortou 95% da água usada, mas já operava com reuso antes do investimento
Indústria já operava com reuso de água antes do investimentoFoto: Reprodução/RECICLO/ND Mais
De acordo com Fabre, a indústria já operava com um circuito fechado de reuso. No entanto, com o novo investimento, o uso da água no processo industrial foi diminuído. Atualmente, a água consumida pela empresa é destinada somente ao uso doméstico dos 40 funcionários.
“O reuso que se tinha foi ampliado e melhorado, nós também fizemos com que as perdas por evaporação fossem diminuídas. Sobretudo, a modernização dos nossos maquinários permitiu que esse consumo fosse bem menor”, destacou.
Empresa familiar foi fundada por patriarca em um sítio
Empresa familiar foi fundada por patriarca em um sítio Foto: Reprodução/RECICLO/ND Mais
A empresa foi criada em 1990, pelo pai de Fabre. Apesar do filho estar à frente do negócio, o fundador continua trabalhando na empresa 35 anos depois da inauguração.
O espaço foi instalado em um sítio, na área rural de Morro da Fumaça, com equipamentos flexográficos rudimentares, desenvolvidos pelo fundador e pelo sócio à época.
O empreendimento expandiu rapidamente e, em 1998, se mudou para uma sede própria, onde está instalado há 28 anos. A ampliação ocorreu de forma gradual, atendendo, inicialmente, a região Sul do estado até atingir a América Latina.

