Alice Kienen Blumenau
Região do bairro Vila Nova sofre com constantes alagamentos.Foto: Reprodução/ND Mais
Os alagamentos constantes na região do bairro Vila Nova, em Blumenau, podem estar com os dias contados. A Secretaria de Planejamento Urbano está desenvolvendo o projeto de um parque alagável, para reduzir as ocorrências no local.
A ideia é implantar um espaço que seja um espaço de lazer durante a maior parte do ano, mas que possua um sistema de drenagem urbana sustentável para os períodos de chuva forte, já que o atual é insuficiente.
O parque deve ocupar aproximadamente 24 mil metros quadrados, além de funcionar como bacia de retenção temporária das águas pluviais.
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Em caso de chuva intensa, ele deve atuar como reservatório controlado, reduzindo o volume de água que sobrecarrega as vias públicas e os imóveis do entorno.
Inspiração internacional
A Secretaria de Planejamento Urbano explica que se inspirou em parques alagáveis de países desenvolvidos. Comuns na Europa, o conceito também já foi implantado no Brasil, como no Parque Barigui de Curitiba (PR).
“Faz parte de uma corrente mais ampla chamada de Soluções Baseadas na Natureza (SBNs), que propõe tornar as cidades mais ‘drenáveis’, como mecanismo de resiliência aos efeitos de eventos climáticos”, explica a Seplan.
A proposta é parecida com a do Parque das Itoupavas, que foi idealizado para servir como uma grande bacia de retenção das águas vindas do Ribeirão Itoupava em épocas de chuva.
Foco de alagamentos
Localizada entre as ruas Almirante Barroso, Presidente Gaspar Dutra e João Gomes da Nóbrega, a área prevista para construção do parque alável é composta por lotes ocupados ou pouco utilizados.
Espaço que será desapropriado para futuro parque.Foto: Reprodução/ND Mais
Um dos maiores espaços no local, a escola de futebol Vila Society afirmou à reportagem que ainda não planeja como lidar com a obra, já que o projeto ainda é embrionário.
“São muitos moradores que precisariam sair e muitos estudos que a prefeitura ainda precisa fazer. Ao meu ver tem soluções mais simples e de menos custo, como abrir uma galeria que escoe a água até o rio”, explica Ivo Elias, proprietário da escola.
A área já foi declarada de utilidade pública, permitindo ao poder público avançar no processo de desapropriação dos imóveis. Além disso, o parque alagável contornaria uma empresa de sistemas que fica na rua Almirante Barroso.
O projeto está em fase de captação de recursos financeiros. Após a consolidação dessa etapa, serão elaborados os projetos executivos que irão detalhar as soluções de engenharia e urbanismo necessárias para a implantação do parque.

