Rogério Marques, CEO da Teka, em entrevista exclusiva ao ND Mais onde abriu os planos da Teka. Foto: Reprodução/Youtube ND Mais/ND Mais
Com a falência revertida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina em junho de 2026, a Teka entra agora na fase final de um rito legal que pode encerrar 13 anos de recuperação judicial. O CEO Rogério Marques detalhou ao ND+ Negócios & Dinheiros os próximos passos do processo.
Segundo o executivo, a etapa atual depende da convocação da Assembleia Geral de Credores, que ocorre quando mais de 25% dos credores de uma classe fazem o pedido formal.
“Os credores trabalhistas já fizeram no início de junho o pedido da Assembleia Geral de Credores. Agora os credores da classe 2 e 3 também estão fazendo”, afirmou Marques.
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Um plano protocolado, mas atrasado pela indefinição judicial
O novo plano de recuperação da Teka foi protocolado em dezembro de 2025, mas a tramitação ficou represada enquanto o Judiciário não definia o desfecho do pedido de falência.
“O novo plano de recuperação da Teka foi protocolado no final de 2025, mas em função da indefinição do julgamento do cancelamento do processo de falência, levou mais tempo do que a gente esperava”, disse.
Assista à entrevista com o CEO da Teka, Rogério Marques, na íntegra
Com a decisão de junho, a expectativa é que o rito avance com a publicação do quadro geral de credores, prazo para manifestações e, na sequência, a convocação da assembleia.
“A gente espera que agora, nos próximos meses, ocorra a convocação da Assembleia Geral de Credores, para que votem em relação à aprovação do plano”, explicou o CEO, acrescentando que a empresa já teria condições de realizar a assembleia de imediato. “É só aguardar agora o trâmite da justiça.”
O que muda ao sair da recuperação
Para Marques, encerrar o processo representa mais do que resolver uma pendência jurídica, é um sinal de solidez para o mercado. “Sair da recuperação é um carimbo que de fato a empresa é viável e consegue captar recursos para expandir de uma forma com um custo mais benéfico”, afirmou. Segundo ele, o rótulo de recuperação judicial hoje pesa no custo de captação da empresa. “Saindo da recuperação, a gente espera reduzir o custo de captação para continuar investindo no crescimento do negócio.”
Paralelamente à assembleia, a empresa segue negociando sua maior dívida: a transação tributária federal, em tratativas com a Procuradoria da Fazenda desde setembro de 2025. Marques não revelou o valor total dessa dívida, apenas confirmou que ela representa a maior pendência da companhia entre todas as categorias em negociação.
Dívida da Teka com o governo federal
Paralelamente à assembleia, a empresa segue negociando sua maior dívida com a transação tributária federal, em tratativas com a Procuradoria da Fazenda desde setembro de 2025.
Segundo apurou o ND Mais, o valor da dívida tributária federal gira em torno de R$ 226 milhões. Marques não revelou o montante durante a entrevista, apenas confirmou que essa é a maior pendência da companhia entre todas as categorias em negociação.
O objetivo declarado é encerrar o processo ainda em 2026, justamente o ano do centenário da companhia, fundada em Blumenau em 1926. “Bastante otimista, sim”, resumiu o CEO sobre as chances de a Teka fechar o ciclo ainda neste ano.

