O que se vê lá do alto: o Mirante que revela Joinville nos 175 anos do municípioFoto: Rogerio da Silva/ND Mais
Passo após passo, a respiração começa a ficar ofegante, a última subida assusta. Mas, ao chegar lá em cima, a recompensa. O nascer do sol da vista mais privilegiada da cidade.
Joinville, no Norte catarinense, é abraçada pela natureza. De um lado, a Serra do Mar, majestosa, verde e imponente. Do outro, a imensidão das águas da Baía Babitonga, tranquila e cheia de vida.
Essas são as sensações de quem sobe o Mirante de Joinville, no topo do morro “da Boa Vista”, como era conhecido. O ponto virou um local de respiro, atividade física, união e apoio.
No dia dos 175 anos de Joinville, o ND Mais fala sobre um dos cartões-postais mais icônicos para os joinvilenses e que junto ao aniversário da cidade, completa 10 anos da sua reinauguração.
O que se vê lá do alto: o Mirante que revela Joinville nos 175 anos do municípioFoto: Divulgação/ND Mais
“Eu subo praticamente todos os dias”
Sandro Hélio Rodrigues tem 61 anos de idade e é aposentado. Ele tem uma rotina na qual para muitos é difícil, para outros, admirável. Para ele já é normal, se acostumou, como disse.
Acorda todo dia por volta das 4h e 4h30 da manhã, veste a camisa que fez especificamente para sua atividade favorita e vai rumo ao Mirante prestigiar a cidade mais populosa de Santa Catarina, do alto.
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Sandro sobe todos os dias, às 5h da manhã – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Nascer do sol no Mirante de Joinville – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Nascer do sol no Mirante de Joinville – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Sandro fez camisetas para subir no Mirante, uma para cada dia da semana – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
“Eu subo praticamente todos os dias, gosto de ver o nascer do sol lá de cima”, contou. Mas, a sua história com o Mirante começou quando ele tinha apenas 14 anos de idade.
“Eu subi a primeira vez com meu irmão, a subida era bem precária ainda, não tinha calçamento, nem nada”, relembra.
Foi cansativo, mas ele nunca esqueceu. “Quando chegamos lá em cima, nós vimos o caracol. Balançava bastante e o pessoal até tinha medo de subir.”
O “caracol”
O “caracol” a que Sandro se refere é o Mirante antigo, muito diferente do que conhecemos hoje. A vista, quando se olhava para o alto era a seguinte: uma haste fina e comprida, bem alta, 130 degraus (que mais pareciam 200) em uma escada que dava voltas e voltas.
Lá em cima a plataforma redonda, com a visão 360º da cidade rodeada de árvores, mar e indústrias.
Mirante de Joinville antigo, conhecido como “Caracol”Foto: Reprodução/Redes Sociais/ND Mais
O ano era 1980 quando os jornais locais anunciavam: “Veja a cidade das flores do alto do Morro Boa Vista. Lá adiante, as praias de São Francisco do Sul. Toda essa beleza agora a seus pés”. O convite chamava para a inauguração do novo ponto turístico de Joinville, marcada para 4 de fevereiro de 1980.
Foto arquivada no Arquivo Histórico de Joinville mostra trabalhadores erguendo as estruturas metálicas para construção do Mirante de Joinville,Foto: Arquivo Histórico de Joinville/ND Mais
O projeto foi elaborado na Secretaria de Planejamento, na gestão do até então prefeito Luiz Henrique da Silveira e seu vice na época, Violantino Afonso Rodrigues. A Secretaria de Obras foi quem tocou a construção.
O evento de inauguração contou com a presença da população, que estava curiosa para conhecer o novo local, além de autoridades. Teve até fogos de artifício.
Convite para inauguração do MiranteFoto: Arquivo Histórico de Joinville/ND Mais
Mas, o que vivia a Joinville dos anos 80?
O contexto que a cidade vivia na época era propícia para a inauguração do Mirante. Vista como um grande polo industrial, a gestão da época queria mudar um pouco esse perfil e fazer com que a cidade também fosse enxergada por outro ângulo.
Nesse sentido, como explica o historiador Dilney Cunha, havia uma vontade pelo desenvolvimento do turismo. “Era o primeiro mandato de Luiz Henrique enquanto prefeito e ele era essa pessoa que pensava muito no turismo. Foram várias iniciativas nesse sentido, o pórtico e o moinho na entrada da cidade, por exemplo, foram algumas delas”, explicou.
Foi nessa época também que surgiram muitos dos prédios que vemos hoje por aí, aqueles que “imitam” o estilo enxaimel. “Inclusive tinha uma questão de isenção de taxas para imóveis que construíam com essa tipologia, tanto que surgiu esse ‘falso’ enxaimel, que eram as ripas de madeiras em várias construções da cidade, como o próprio Mercado Municipal”, relembra.
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Mercado Municipal de Joinville nos anos 80 – Reprodução/Redes Sociais/ND Mais
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Mercado Municipal de Joinville nos dias atuais – Prefeitura de Joinville/Reprodução/ND
Com esse olhar, o Morro do Boa Vista não ficaria de fora.
“O Mirante veio então para ser esse novo ponto turístico, que proporciona uma vista muito bacana da cidade e se transformou realmente em um ponto icônico. O antigo, aquela construção estreita que balançava, era bastante famosa”, conta o historiador.
O turismo fez parte. Mas, o fato de o Mirante ser frequentado não só por turistas hoje, mas também por muitos moradores de Joinville, foi uma consequência de um olhar que também focou no lazer local.
“Por ser um governo muito voltado para o povo, inclusive era o partido de oposição ao Arena, partido da Ditadura Militar na época, dava essa conotação mais popular à sua gestão. Com isso, a criação do Mirante também vem nessa intenção: de promover o acesso das pessoas a um ponto interessante na cidade, com uma visão voltada para a comunidade”, diz Dilney.
Amanhecer e anoitecer no Mirante com a câmera exclusiva da NDTV RECORD Joinville
Vídeo: NDTV RECORD/ND Mais
Depois da inauguração… as reformas
Assim como Sandro mencionou, os acessos eram muito diferentes do que se é hoje. “Era só pedra e cascalho”, conta.
A própria estrutura passou por diversas manutenções. Clipagens de jornais armazenados no Arquivo Histórico de Joinville revelam, inclusive, a insatisfação do público relacionada ao estado do local. Também cita momentos que foram feitas vistorias para manutenção.
Um artigo de 1982, escrito no extinto Jornal Extra, mencionava a reforma do Mirante no plano de governo do prefeito da ocasião, Violantino Rodrigues, incluindo sugestões vindas da Câmara de Vereadores como a reforma de estruturas enferrujadas e a implantação de uma guarda de segurança para controlar a entrada e a saída dos visitantes.
Já em 1985 foi concluída uma das reformas que mudou bastante a região, com drenagem e pavimentação em lajota. Porém, a 250 metros, um dos pontos turísticos mais altos de Joinville passaria ainda por muitas transformações.
Novo Mirante de Joinville
Em 1999, a ideia de um novo Mirante já surgia e foi até citado por Luiz Henrique durante o 1º Fórum do Turismo de Joinville. Mas foi em 2014 que o “Caracol” foi demolido. Ali, iniciou-se o que conhecemos hoje como o Mirante de Joinville.
Em meados de 2010, o Caracol foi interditado por questões de segurança e assim ficou, para que ninguém mais subisse. O grandão continuava lá do alto, observando a Cidade dos Príncipes, agora sozinho.
Ou nem tanto. Uma matéria publicada pelo ND em 2013, três anos depois da interdição, alertava sobre pessoas que ainda acessavam o mirante, mesmo com os problemas de segurança.
O tapume que impedia o acesso acabou sendo danificado por conta do tempo e o cenário no local era de muita vegetação, lixo e grades soltas.
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Mirante foi interditado por meados de 2010 – Fabrício Porto/ND Mais
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Grades soltas na antiga estrutura do Mirante de Joinville – Divulgação/ND Mais
Novo projeto do Mirante
O novo Mirante de Joinville fazia parte de um projeto chamado Parque da Boa Vista. A empresa vencedora da licitação, que fazia obras no acesso ao ponto turístico, teve o contrato rescindido após um ano, por uso de materiais de qualidade “questionável” e não cumprimento de prazos.
Em 2013, após uma nova licitação, se iniciaram os trabalhos novamente. O projeto já previa a nova plataforma de contemplação, com vista para todas as faces da cidade.
Também já estava incluída a construção da outra estrutura com vista para a área central e para a Serra do Mar. Quem anda pelo Mirante já a viu, ela fica no “fim” de uma passagem entre a vegetação.
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Mirante construído em 1980 foi demolido em 2014 – Rogerio da Silva/Secom/ND Mais
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Início das obras do novo Mirante de Joinville, em novembro de 2013, ainda se via a estrutura antiga – Rogerio da Silva/Secom/ND Mais
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Mirante “janela” em Joinville se acessa através de uma passagem em meio a vegetação – Divulgação/ND Mais
A reestruturação completa do principal ponto turístico de Joinville teve um investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. Os recursos para a obra vieram do Fonplata (Fundo Financeiro de Desenvolvimento da Bacia do Prata).
Há dez anos, o novo Mirante surgia
No dia do aniversário de 165 anos de Joinville, o céu estava com muitas nuvens, mas não choveu. O sol aparecia, como um típico dia de março.
De trilha sonora, músicas tocadas pela banda dos Bombeiros Voluntários de Joinville. O público subia até o topo, muitos a pé, e cansados, se admiravam com o novo atrativo.
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Rogerio da Silva/ND
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Inauguração do Mirante de Joinville no dia 9 de março de 2016 – Prefeitura de Joinville/ND Mais
Os motivos
Os motivos para subir o Mirante são muitos. A natureza, o respiro, a própria saúde. Sandro sempre praticou atividades físicas, fez parte de times de futebol e também serviu no exército, mas depois de passar por um câncer, intensificou ainda mais seu hábito.
“O câncer consome muito a parte física da gente. Principalmente no pós quimio e rádio. A doença e o tratamento deixam a gente bem debilitado. Então a atividade física é fundamental, eu só não morri porque meu corpo estava forte”, conta.
A subida ao Mirante tem um propósito além. Representa o momento em que ele se sente vivo, que é possível buscar uma conexão e de quebra conhecer gente nova. “A gente acaba conhecendo o pessoal que sobe, conversa, faz amigos”, compartilhou.
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Vista do Mirante de Joinville em uma das subidas do Sandro – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Sandro já presenciou imagens como esta, quando as nuvens estão baixas. Ele chamou de “mar de nuvens” – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Sandro já presenciou imagens como esta, quando as nuvens estão baixas. Ele chamou de “mar de nuvens” – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Faça chuva ou faça sol, Sandro sobe o Morro do Boa Vista em direção ao Mirante – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Faça chuva ou faça sol, Sandro sobe o Morro do Boa Vista em direção ao Mirante – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
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Faça chuva ou faça sol, Sandro sobe o Morro do Boa Vista em direção ao Mirante – Sandro Rodrigues/Arquivo Pessoal/ND Mais
Sandro chegou a fazer uma conta no Instagram, I Love Mirante. Por lá ele também compartilha atividades físicas que faz.
E aí, ‘bóra’ para o mirante?
“Eu queria companhia para subir o Mirante”, disse a consultora Daiane Cristina Pereira, de 35 anos, uma das fundadoras do grupo Bora Mirante. Fazer amigos, companhia e apoio é um dos propósitos da comunidade.
“Eu não era do mundo do ‘aeróbico’, do pedal, da corrida. Nunca fui, mas eu queria me conectar com esse pessoal que sobe o mirante e as minhas amigas já estavam até cansadas de tanto eu chamar”, brincou.
Então, como ela já trabalhava com consultoria de comunidades, fazer conexões estava no seu dia a dia, buscou uma parceira que tomou o desafio e o grupo foi crescendo.
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Grupo se une para subir no Mirante e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
“A essência do Bora Mirante é a atividade física, é a subida do Mirante, mas a gente acaba englobando o bem-estar. Então além da atividade física incluímos nas atividades o lazer e a conexão”, explica.
Então, com o tempo, foi agregando ainda mais pessoas, entre elas Sandra Regina Ramos, 59 anos, atualmente uma das líderes. Na época, recém aposentada, Sandra conta que estava com mais tempo livre e entrou por intermédio da filha. “Minha filha disse: ‘Não, eu vou trazer minha mãe’. E aí eu subi. Desde a segunda subida eu venho participando”, relembra.
Com o passar do tempo, a filha deixou de participar das atividades, mas Sandra seguiu firme. Para ela, o grupo representa muito mais do que uma prática de atividade física. “Me faz muito bem. São pessoas maravilhosas, cada qual com a sua identidade, cada qual com a sua história para caminhar”, afirma.
Grupo se une para subir no Mirante de Joinville e praticar atividades de lazer
Vídeo: Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
Apesar de cada integrante ter seus próprios desafios, todos compartilham um mesmo propósito. “A gente se junta lá com o propósito de cuidar da saúde e se desafiar. Cada pessoa tem o seu desafio, e ele é único. Mas estamos todos lá juntos, subindo e apoiando uns aos outros”, relatou Sandra.
O engajamento hoje é tanto que as pessoas pedem pelas camisetas e teve gente que até tatuou o nome do grupo. “Dá bastante trabalho organizar tudo, mas é uma satisfação muito grande ouvir os relatos. Tem gente que disse que o grupo ajudou a pessoa em momentos difíceis da vida. Então, quando escutamos esse tipo de comentário é uma sensação de muita gratidão”, compartilhou Daiane.
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Grupo se une para subir no Mirante de Joinville e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante de Joinville e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
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Grupo se une para subir no Mirante de Joinville e praticar atividades de lazer – Divulgação/Bora Mirante/ND Mais
O grupo se organiza através do Instagram Bora Mirante e também de grupos no WhatsApp, com caminhadas de manhã, antes de o sol raiar e à noite. Além dos cafés e outras atividades que organizam.
E, quando perguntadas sobre o que sentem ao chegar lá em cima as respostas foram certeiras. Mesmo às 5h da manhã, o sentimento é único. “Quando se chega lá em cima, vendo aquele sol dando bom dia para você, é uma vitória tão sua que você passa o dia lembrando do que tu se permitiu”, fala Sandra, orgulhosa.

