Pré-candidatos à presidência da República, da esquerda à direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).Foto: Divulgação/Assessorias/ND Mais
A menos de dois meses do primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, a disputa presidencial já escancara a fragmentação que marca a política brasileira: dos 13 nomes confirmados nas convenções, só um punhado concentra intenção de voto relevante.
O resto entra na corrida sob o rótulo de “candidato nanico” termo informal usado por adversários e imprensa para designar quem representa legenda pequena, sem estrutura nacional e com desempenho residual nas pesquisas.
Não há definição oficial. Na prática, “nanico” é aplicado a candidaturas de partidos de nicho ideológico muitas ligadas à esquerda trotskista ou a siglas de fundo religioso e regional que insistem em lançar chapa própria mesmo sabendo que não vão disputar o segundo turno.
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Os favoritos
Quatro nomes concentram a disputa real, segundo estrutura de partido e pesquisas até agora:
- Lula (PT), tenta o quarto mandato, com Geraldo Alckmin (PSB) de vice chapa que repete a de 2022;
- Flávio Bolsonaro (PL), escolhido para herdar o legado bolsonarista após a inelegibilidade do pai, tem Alfredo Gaspar (PL) como vice;
- Ronaldo Caiado (PSD), governador de Goiás, assumiu a candidatura depois das desistências de Ratinho Júnior e Eduardo Leite, com Gilberto Kassab de vice;
- Romeu Zema (Novo), governador de Minas Gerais, tem Eduardo Girão como candidato a vice.
Os nanicos desta eleição
Os outros nove candidatos disputam com estrutura partidária reduzida e sem projeção relevante nas pesquisas:
- Augusto Cury (Avante), psiquiatra e escritor best-seller, estreia nas urnas;
- Renan Santos (Missão), fundador do MBL, também disputa pela primeira vez;
- Edmilson Costa (PCB), doutor em Economia pela Unicamp, secretário-geral do partido;
- Hertz Dias (PSTU), professor e ativista do movimento hip hop no Maranhão, já foi vice na chapa do partido em 2018;
- Samara Martins (UP), dentista do SUS, lidera chapa formada só por mulheres;
- Rui Costa Pimenta (PCO), presidente do partido desde 1995, é presença recorrente nas disputas presidenciais;
- Leonardo Avalanche (PRTB), advogado e empresário goiano;
- Clariana Barão (DC), advogada mato-grossense, assumiu a candidatura após a desistência de Joaquim Barbosa;
- Wilson Grassi (Democrata), veterinário paulista, disputa pela quarta vez ainda sem vice definido.
Por que eles entram na disputa mesmo sem chance real
Sem estrutura para brigar pelo Planalto, esses candidatos cumprem outra função na eleição: garantem espaço de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na TV, mantêm a legenda relevante para barganhas em coligações estaduais e usam a exposição nacional para fortalecer candidaturas a deputado federal e estadual na mesma urna.
Informações práticas
O prazo para registro das candidaturas na Justiça Eleitoral vai até 15 de agosto. No dia seguinte, começa a propaganda eleitoral nas ruas e na internet; o horário eleitoral gratuito no rádio e na TV vai ao ar de 28 de agosto a 1º de outubro.
O primeiro turno está marcado para 4 de outubro; se necessário, o segundo turno ocorre em 25 de outubro.

Joice Gonçalves Repórter
Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026. Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022. Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor. Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público. Leia mais ▾
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