Isabéli Bender Florianópolis
Nova regra dos EUA exige caução de até R$ 78 mil para turistas de 50 países: saiba quaisFoto: Truth/Reprodução/ND Mais
Uma nova exigência para entrada nos Estados Unidos (EUA) deve impactar viajantes de dezenas de países. O governo norte-americano anunciou que passará a cobrar uma caução de até US$ 15 mil, cerca de R$ 78 mil, como condição para a emissão de vistos de turismo e negócios.
De acordo com informações da agência Reuters, o anúncio foi feito pelo Departamento de Estado e amplia um programa que já vinha sendo adotado pelo país.
Nova regra para vistos de turismo e negócios
A exigência vale para vistos do tipo B1 e B2, voltados para viagens de negócios e turismo. O programa passa a incluir cidadãos de 50 países e entra em vigor no dia 2 de abril.
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Entre as novas nações adicionadas estão: Camboja, Etiópia, Geórgia, Granada, Lesoto, Maurício, Mongólia, Moçambique, Nicarágua, Papua-Nova Guiné, Seychelles e Tunísia. O Brasil não está entre os países afetados pela medida.
Outros 38 países já faziam parte da lista, sendo a maioria dos locais localizados no continente africano, como: Antígua e Barbuda, Argélia, Angola, Bangladesh, Benim, Botsuana, Butão, Burundi, Cabo Verde, República Centro-Africana, Costa do Marfim, Cuba, Djibuti, Dominica, Fiji, Gabão, Gâmbia, Guiné, Guiné-Bissau, Maláui, Mauritânia, Namíbia, Nepal, Nigéria, Quirguistão, São Tomé e Príncipe, Senegal, Tajiquistão, Tanzânia, Togo, Tonga, Turcomenistão, Tuvalu, Uganda, Vanuatu, Venezuela, Zâmbia e Zimbábue.
A cobrança da garantia tem como principal objetivo evitar que visitantes ultrapassem o período de permanência permitido pelo vistoFoto: Unsplash/ND Mais
Objetivo é evitar permanência irregular
Segundo o governo dos Estados Unidos, a cobrança da garantia tem como principal objetivo evitar que visitantes ultrapassem o período de permanência permitido pelo visto.
O valor será devolvido integralmente ao viajante caso ele cumpra todas as regras e deixe o país dentro do prazo estabelecido. No entanto, o pagamento não garante a aprovação do visto.
O Departamento de Estado destacou que a análise consular continua sendo obrigatória e que o depósito não assegura a entrada no país.
O comunicado também alerta que valores pagos fora da orientação de um funcionário consular não serão reembolsados.
Medida faz parte de política mais rígida dos EUA
A ampliação do programa ocorre dentro de uma política de imigração mais dura adotada pelo governo do presidente Donald Trump desde o início do mandato.
Entre as ações recentes estão o aumento de deportações, revogação de vistos e green cards e até a análise de postagens em redes sociais de solicitantes.
A nova exigência reforça o endurecimento das regras para entrada de estrangeiros no país, especialmente em casos considerados de maior risco de permanência irregular.
*Com informações da Reuters.

