Lula teve encontros bilaterais e falou sobre big techs e IAFoto: Ricardo Stuckert/Reprodução/ND Mais
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu, durante agenda oficial na Índia, nesta quinta-feira (19), a regulamentação da inteligência artificial (IA) e criticou a concentração de poder nas grandes empresas de tecnologia.
Em discurso em Nova Délhi, Lula afirmou que a ausência de ação coletiva pode aprofundar desigualdades globais já existentes.
Desigualdade digital e acesso à tecnologia
Segundo o presidente, cerca de 2,6 bilhões de pessoas ainda estão desconectadas no mundo. Ele também destacou que, até 2030, aproximadamente 660 milhões continuarão sem acesso à eletricidade.
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“Sem ação coletiva, a Inteligência Artificial aprofundará desigualdades históricas”, declarou.
Críticas à concentração nas Big Techs
Lula criticou o controle de algoritmos e infraestruturas digitais por um número restrito de empresas. “Quando poucos controlam os algoritmos e as infraestruturas digitais, não estamos falando de inovação, mas de dominação”, afirmou.
O presidente defendeu a regulamentação das chamadas Big Techs como medida para proteger os direitos humanos no ambiente digital, garantir a integridade da informação, preservar a democracia e proteger as indústrias criativas, especialmente nos países em desenvolvimento.

