Megaoperação investiga infiltração de facção na política e intimidação de moradores em SCFoto: Reprodução/Alexandre Paz/ND Mais
Uma operação do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), com apoio do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas), cumpriu oito mandados de busca e apreensão na manhã desta quarta-feira (29), em Itapoá, no Litoral Norte catarinense.
A investigação apura a suposta infiltração de uma organização criminosa no meio político do município. As ordens judiciais foram expedidas pela VEOC (Vara Estadual de Organizações Criminosas) e tiveram como alvo endereços ligados a três investigados.
Após a circulação de viaturas policiais em frente à Câmara de Vereadores de Itapoá, o ND Mais procurou a Casa para comentar a operação. Até o fechamento desta reportagem, porém, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.
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Megaoperação aponta apoio a candidatos e intimidação de moradores
De acordo com o MPSC, a Operação “Catilina” começou após informações encaminhadas à 1ª Promotoria de Justiça de Itapoá. Os elementos reunidos até o momento indicam que integrantes da organização criminosa teriam atuado para influenciar o cenário político local por meio do apoio a determinados candidatos.
Segundo a apuração, benefícios e auxílios teriam sido distribuídos em comunidades sob influência da facção para obter apoio político. Em contrapartida, moradores seriam coagidos a manifestar apoio a candidatos específicos, com relatos de ameaças, intimidações e ações direcionadas contra pessoas consideradas opositoras.
O Ministério Público também investiga a existência de uma estrutura que envolveria agentes políticos, empreendimentos privados e integrantes da organização criminosa, com o objetivo de fortalecer os interesses da facção e ampliar seu domínio territorial no município.
Materiais apreendidos passarão por perícia
Os materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícias. Conforme o MPSC, as evidências serão analisadas pelo Gaeco para dar continuidade às investigações, identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar a apuração dos fatos. A investigação tramita sob sigilo judicial e novas informações só poderão ser divulgadas mediante autorização da Justiça.
Nome da operação
Batizada de Operação “Catilina”, a ação faz referência a Lúcio Sérgio Catilina, personagem da Roma Antiga associado à chamada “Conjuração de Catilina”, episódio histórico marcado pela articulação de interesses para obtenção e manutenção do poder por meio de alianças clandestinas.

Yasmin Rech Repórter
Yasmin Rech é jornalista em formação, integrante da equipe do ND Mais na redação de Joinville. Acompanha temas factuais da região Norte de Santa Catarina, como segurança, cidadania e infraestrutura, cobrindo cidades como Joinville, São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul. Estudante da Faculdade Ielusc (Instituto Superior e Centro Educacional Luterano), atua no Jornalismo desde 2024 e escreve reportagens que contextualizam desafios locais, especialmente nas áreas de mobilidade urbana, gestão pública e segurança. Acompanha as notícias da política catarinense e participa da cobertura das Eleições 2026 no ND Mais. Leia mais ▾
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