Pedra Furada em Urubici, na Serra de SCFoto: divulgação/andrebatz/ND
“Ah, lá é só frio. Lá é só maçã.” Quem nunca ouviu, ou pensou, algo assim sobre a Serra catarinense? É exatamente esse estereótipo que Eduardo, guia de turismo e proprietário da agência Na Trilha Certa, de São Joaquim, passa os dias desfazendo. E ele contou ao ND Mais por que quem pensa assim está enganado.
O que fazer na Serra catarinense: uma região que se complementa
O primeiro ponto que Eduardo faz questão de deixar claro é que a Serra catarinense não se resume a uma cidade, nem a um único tipo de experiência.
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Pedra Furada em Urubici, na Serra de SC – divulgação/andrebatz/ND
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Araucárias e geada em São Joaquim, na Serra catarinense – Divulgação/Wagner Urbano/ND
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Rrevoada de pássaros em Urupema, a espetacular migração anual de mais de 20 mil papagaios-charão, na Serra catarinense – Divulgação/Marlon Sá Molin/ND
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Fotos aereas evidenciam as belezas de Urupema na Serra de SC – Divulgação/Marlon Sá Molin/ND
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Belezas de Urupema na Serra de SC – Divulgação/Marlon Sá Molin/ND
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Geada em Urubici, na Serra de SC – divulgação/andrebatz/ND
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Linda paisagem de araucárias em Lages, na Serra catarinense – Divulgação/Greik Pacheco/ND
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Imagens aéreas da geada e sua beleza, em Lages na Serra de SC – Divulgação/Marlon Sá Molin/ND
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Geada em São Joaquim deixa linda paisagem – Divulgação/Mycchel Legnaghi/ND
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Árvore congelada na praça de São Joaquim, na Serra catarinense – Divulgação/Internet/ND
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Morro da Igreja e Pedra Furada em Urubici – Divulgação/Francine Canto/ND
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As belezas no inverno de Urupema na Serra catarinense – Divulgação/Marlon Sá Molin/ND
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Termometro marcando -6ºC, em São Joaquim, na Serra de SC – Divulgação/Wagner Urbano/ND
“Não é um destino de um município, é uma região que se complementa. O que Urubici oferece é diferente do que Lages oferece, que é diferente do que São Joaquim oferece, que é diferente do que Bom Jardim oferece, que é diferente do que Bom Retiro oferece. Os municípios se complementam”, explicou.
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E a variedade de experiências disponíveis surpreende até quem já conhece a região.
“Só em roteiros de enoturismo, a gente tem praticamente 12 dias de passeio só de vinho. Mas além disso, a gente tem passeios históricos, culturais, trilhas, passeios de bicicleta, uma diversidade muito grande”, elencou.
A procura é aquecida e distribuída
Para esse período, a Serra catarinense registra procura intensa e variada por diferentes tipos de roteiro, e o interesse não se concentra em uma única cidade ou atração.
“A gente está com uma procura muito grande pelos passeios e o interessante é que está bem diversificada. A gente tem passeios focados no vinho, passeios histórico-culturais, trilhas, passeios de bicicleta.”, comentou Eduardo.
A procura, segundo ele, reflete o crescimento do turismo na região como um todo. “Não só em uma cidade. A gente está com procura nas cidades do entorno de São Joaquim de uma forma geral. Está bem legal a procura para esse período.”
De bike pela vinícola: o passeio que mais surpreende
Entre os roteiros disponíveis na Serra Catarinense, um tem chamado atenção de forma especial, e conquistado turistas que jamais imaginavam pedalar entre parreiras com uma taça de vinho no roteiro.
O passeio de bike na vinícola propõe uma experiência diferente: em vez de chegar e conhecer a vinícola de forma convencional, o turista percorre o espaço sobre duas rodas, parando ao longo do caminho para aprender sobre o terroir, os rótulos e a produção local.
No meio do roteiro, uma pausa especial, um rótulo da vinícola é aberto, uma pequena tábua de frios é servida e uma toalha é estendida no meio da paisagem serrana.
“É um passeio bem diferenciado e que tem tido uma procura bem bacana, tanto para esse período quanto durante o ano todo, um dos passeios que mais chamam a atenção na nossa região”, contou Eduardo.
O roteiro pode ser feito em família e não exige experiência com pedal, basta saber andar de bicicleta.
Conhecer de verdade, não só passar
Um dos maiores erros do turista na Serra Catarinense, segundo o guia de turismo, é achar que uma tarde já basta para conhecer uma cidade. É dessa percepção que nasceram as chamadas Expedições, roteiros histórico-culturais que ocupam o dia inteiro e transformam completamente a experiência de quem visita a região.
“As pessoas muitas vezes pensam naquilo rápido, uma hora e meia, a igreja, a praça, acabou. Não. O passeio histórico-cultural começa de manhã e termina no final da tarde. A ideia é que a pessoa não passe pelo município, mas que ela conheça, que ela experiencia o município. É um turismo de experiência”, explicou.
Os roteiros histórico-culturais estão disponíveis para São Joaquim, Urubici, Bom Jardim da Serra, Rio Rufino e Urupema.
Rota da Maçã: do pomar ao mercado, uma história que poucos conhecem
Para quem quer entender a Serra além do turismo convencional, a Rota da Maçã revela um universo que existe entre o pomar e a prateleira do mercado, e que a maioria das pessoas nunca parou para pensar.
“As pessoas imaginam que você colhe a maçã e ela chega direto no mercado. Não sai do pomar direto para o mercado, existe toda uma história, toda uma pesquisa sendo desenvolvida, toda a parte de seleção. A ideia é que a pessoa possa vivenciar isso. E na época da colheita, a gente ainda consegue inserir a colheita no pomar”, comentou.
A Serra tem muito mais a oferecer
Frio, sim. Maçã, também. Neve, quando a natureza permite. Mas a Serra catarinense é também vinho, história, trilha, bicicleta, gastronomia e experiências que não existem em nenhum outro lugar do Brasil.
“A Serra tem muito a oferecer, muito a oferecer. A ideia é que a pessoa saia daqui e diga: realmente eu conheci a Serra Catarinense”, finalizou Eduardo ao ND Mais.
Por onde começar
A Serra Catarinense reúne destinos que podem, e devem ser combinados em um mesmo roteiro. Urubici, São Joaquim, Lages, Urupema, Bom Jardim da Serra e Bom Retiro são algumas das cidades que formam esse mosaico de experiências no planalto serrano.
Para quem planeja a visita, a dica é simples: reserve mais de um dia, escolha mais de uma cidade e esteja aberto para ser surpreendido.

