Diários dos Editais Diários dos Editais Diários dos Editais
Redimensionador de fonteaa
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Leitura: Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra
Compartilhar
Diários dos Editais Diários dos Editais
Redimensionador de fonteaa
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Buscar
  • Início
  • Editais
  • Blog
  • Quem Somos
Siga-nos
Diário dos Editais © 2024 Todos direitos reservados
Diários dos Editais > Blog > Internacionais > Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra
Internacionais

Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra

Ultima atualização: 4 de março de 2026 04:00
Por Lucas Pordeus Leon - Reporter da Agencia Brasil
Compartilhar
9 leitura mínima
ira-resiste-a-ataques-e-desafia-estados-unidos-em-nova-fase-da-guerra
Irã resiste a ataques e desafia Estados Unidos em nova fase da guerra
  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp

Com a manutenção do regime de governo e o fechamento parcial do Estreito de Ormuz, o Irã mostra capacidade de resistência após ataque dos Estados Unidos (EUA) e passa a ter a “iniciativa de guerra”. É a avaliação do major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica, e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.

Para o general, o conflito está sendo prolongado por vontade iraniana.

“Neste momento, parece-nos que a iniciativa é mais do Irã, do que propriamente dos EUA e de Israel”, comentou o militar à Agência Brasil.

Brasília (DF), 26/06/2025 - major-general português Agostinho Costa, especialista em segurança e geopolítica e ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal.  Foto: Pekka Kallioniemi/X

Agostinho Costa avalia que Irã tem a iniciativa de prolongar a guerra contra os EUA- Pekka Kallioniemi/X

O governo iraniano, por meio dos bombardeiros de bases dos EUA no Oriente Médio, além do fechamento parcial do Estreito de Ormuz, que ameaça a economia global, teria colocado a pressão maior sobre Washington em relação ao futuro da guerra. 

Para o general, não houve uma degradação da capacidade dos mísseis iranianos como inicialmente era esperado, indicando má avaliação e precipitação dos EUA em deflagrar o conflito. Agostinho destaca que o objetivo estadunidense de derrubar o regime iraniano em poucos dias não foi alcançado.

“Porque o pressuposto era que os iranianos estariam, neste momento, em um ponto de fraqueza, numa fase de debilidade e de incapacidade, e que iriam ruir como um castelo de cartas. Não é isso que estamos a ver”, enfatizou.

O militar Agostinho Costa analisa que o Irã se preparou para essa guerra, tendo dispersado equipamentos balísticos por todo o território de 1,6 milhão de quilômetros quadrados, área maior que o estado do Amazonas.

Satélites chineses

Além disso, a estratégia de desgastar o sistema de defesa aéreo de Israel e de colocar as bases dos EUA na região sob fogo estaria dando resultado positivo para Teerã.

“Temos visto que as bases americanas têm sido atacadas cirurgicamente, o que comprova as informações de que os chineses garantiram aos iranianos o acesso à constelação de satélites chineses BeiDu, que permitem uma percepção situacional em tempo real e imagens do dispositivo adversário”, disse Agostinho Costa.

O major-general afirma que os EUA não têm um antídoto contra o sistema de satélites chinês.

“Não conseguem neutralizar a rede de satélites chineses. É isso que justifica a precisão dos ataques iranianos”, completou.

Para o especialista em defesa, não é possível prever por quanto tempo o Irã conseguirá manter a pressão militar sobre os EUA e Israel. Porém, ele avalia que é difícil para os EUA sustentarem essa guerra por muito tempo devido a condições militares, econômicas e políticas.

“Quatro semanas é, precisamente, o tempo que Trump teoricamente aceitaria continuar este conflito, mas há aqui uma grande interrogação. Qual é a capacidade que um e outra parte tem para manter esta campanha com o ritmo que estamos a assistir?”, questionou

Estratégia iraniana

O Irã teria duas estratégias principais, de acordo com o especialista: atacar as bases dos EUA no Oriente Médio, no sentido de expulsar os estadunidenses do Golfo, além de desgastar a defesa aérea israelense “para impor a Israel uma derrota estratégica que retire deles as condições de voltar a incomodar o Irã nos próximos tempos”.

Ainda segundo o militar português, os ataques às bases dos EUA “mostram aos países árabes da região que ter aquelas bases todas não serve para nada, porque os americanos, a primeira coisa que fizeram, foi abandonar as bases”.  

Superioridade aérea

Ao mesmo tempo, Israel e EUA não teriam conseguido estabelecer uma superioridade aérea sob o território iraniano. O ex-vice-presidente da Associação EuroDefese-Portugal, Agostinho Costa, rejeita a afirmação de Israel de que eles teriam conseguido abrir um corredor aéreo sobre o Irã onde poderiam transitar livremente.

“Não vimos isso até agora. Antes, pelo contrário, o que vemos é que aquilo que Israel e os EUA conseguem pôr sobre o Irã são, fundamentalmente, drones e temos visto imagens de drones sendo abatidos”, disse.

Bases dos EUA no Golfo Pérsico

Costa acrescentou que, com a inutilização de bases dos EUA no Oriente Médio, os caças israelenses e estadunidenses precisam viajar longas distâncias, o que dificulta as operações.

“A constelação de bases dos EUA na região está, na sua maioria, inoperante. Portanto, os EUA estão a operar a partir dos dois porta-aviões, certamente a partir das bases em Israel e, muito provavelmente, do Chipre”, explicou.

Os ataques contra bases militares dos EUA em, pelo menos, 12 países do Golfo Pérsico teriam conseguido deixar Washington sem parte de seu apoio logístico.

“Ao decolar de um porta aviões, os caças saem com menos mísseis, e tem que ser reabastecidos. Para isso, devem estar, no mínimo, a uma distância de 700 km. É uma manobra operacional, em termos logísticos e de coordenação, muito complicada”, explicou.

Navio-tanque no Estreito de Ormuz  21/12/2018  REUTERS/Hamad I Mohammed

Navio-tanque no Estreito de Ormuz- Reuters/Hamad I Mohammed/proibida reprodução

Estreito do Ormuz

O fechamento parcial pela Guarda Revolucionária do Irã do Estreito de Omuz, por onde passa boa parte do petróleo comercializado no mundo, coloca ainda um peso econômico e de crise energética que deve perturbar os mercados, pressionando as elites ocidentais, em especial, a Casa Branca.

Em relação à Marinha iraniana, que Trump afirma ter destruído, o general Agostinho Costa lembra que Teerã construiu lanchas rápidas com lança-mísseis difíceis de eliminar.

“Os EUA e Israel já eliminaram os navios maiores da Marinha Iraniana. Só que os iranianos foram criativos ao manterem as pequenas lanchas rápidas. E é com essas lanchas que eles controlam o Golfo Pérsico e controlam o Estreito de Ormuz”, explicou.  

Ataques contra Israel

Os ataques com mísseis e drones contra Israel não teriam conseguido impor perdas substanciais ao governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que tem conseguido interceptar a maioria dos projéteis.

Por outro lado, o major-general português diz que o Irã usou contra Israel, em sua maioria, mísseis mais antigos, de primeira e segunda geração. Portanto, Teerã teria ainda os mísseis mais potentes, como os hipersônicos, que ultrapassam a velocidade do som e são mais difíceis de interceptar pelas defesas israelenses.  

“A prioridade em relação a Israel é desgastar o sistema de defesa aéreo. Isto é, utilizar um volume de grandes mísseis e drones que leve Israel a esvaziar os depósitos de mísseis de defesa aérea. É esse o objetivo iraniano”, ponderou.

Negociações suspensas

Agostinho sugere que, ainda no sábado (28), Trump teria indicado a disposição de reabrir a negociação com Teerã após o assassinato de Ali Khamenei, segundo fonte ouvida pelo jornal israelense Yedioth Arnoth. 

Nesta terça-feira (3), Trump foi às redes dizer que a defesa e a força aéreas, a Marinha, e as lideranças do Irã “acabaram” e que Teerã teria proposto voltar as negociações. “Tarde demais”, disse o chefe da Casa Branca.

A informação foi logo desmentida pelo presidente do Conselho de Segurança Nacional do Irã, Ali Larijani. “Não negociaremos com os EUA”, afirmou a autoridade iraniana.

Para o general português ouvido pela Agência Brasil, os discursos de Washington são contraditórios e o anúncio de Trump de que os EUA têm munição “ilimitada” que pode sustentar uma guerra “para sempre” pode não passar de “bravata”.

Isso porque importantes jornais dos EUA – como The Washington Post e Wall Street Journal – afirmam que acessaram documentos do general Dan Caine, chefe do Estado-Maior Conjunto dos EUA, onde ele alertava para risco de “falta de munição” em uma guerra prolongada contra o Irã. 

  • Facebook
  • Twitter
  • Pinterest
  • LinkedIn
  • WhatsApp
Brasil rebaixa relação com Argentina após novos insultos de Milei
Espanha fecha espaço aéreo para aviões dos EUA envolvidos na guerra
Lula vai a Bogotá para Cúpula que deve tratar de tensões na região
BNDES anuncia R$ 10 bilhões para indústria 4.0 e bens de capital verde
Guerra no Irã leva mais de 30 milhões de volta à pobreza
Compartilhar
O que você acha?
Amor0
Triste0
Feliz0
Com sono0
Nervoso0
Morto0
Piscar0
artigo anterior guerra-impede-volta-de-brasileiros-que-faziam-cruzeiro-em-dubai Guerra impede volta de brasileiros que faziam cruzeiro em Dubai
Próximo artigo lula-vai-participar-da-posse-de-kast-na-presidencia-do-chile Lula vai participar da posse de Kast na presidência do Chile

Últimas notícias

ramon-dino-busca-bicampeonato-no-mr.-olympia-2026-contra-rivais-de-peso;-conheca-os-principais-adversarios
Ramon Dino busca bicampeonato no Mr. Olympia 2026 contra rivais de peso; conheça os principais adversários
Esportes
25 de setembro de 2026
o-jogo-nos-aproxima:-ha-17-anos,-pai-e-filho-vao-juntos-ao-estadio-acompanhar-a-chapecoense,-em-uma-historia-que-atravessou-titulos-e-momentos-de-dor
O jogo nos aproxima: há 17 anos, pai e filho vão juntos ao estádio acompanhar a Chapecoense, em uma história que atravessou títulos e momentos de dor
Esportes
25 de setembro de 2026
marrocos-x-gabao:-onde-assistir,-horario,-palpite-e-escalacoes-pelas-eliminatorias-da-copa-africana-de-nacoes
Marrocos x Gabão: onde assistir, horário, palpite e escalações pelas Eliminatórias da Copa Africana de Nações
Esportes
25 de setembro de 2026
turquia-x-franca:-onde-assistir,-horario,-palpite-e-escalacoes-pela-liga-das-nacoes
Turquia x França: onde assistir, horário, palpite e escalações pela Liga das Nações
Esportes
25 de setembro de 2026
Diários dos Editais Diários dos Editais
Siga-nos
Diário dos Editais © 2026 Todos direitos reservados...
Bem vindo de volta!

Faça login em sua conta

Username or Email Address
Password

Perdeu sua senha?