Praia do Pântano do Sul, em Florianópolis; comunidade aguarda trapiche, ao menos, desde 2024; maré alta vai adiar a obra mais alguns meses Foto: Allan Carvalho/PMF/Divulgação/ND
A aguardada construção do trapiche da praia do Pântano do Sul, uma das demandas mais antigas da comunidade pesqueira e turística do Sul da Ilha, deu um passo definitivo no Diário Oficial do Município.
A Prefeitura de Florianópolis homologou o contrato confirmando a Litoral Engenharia e Construções LTDA como a empresa responsável pela execução dos serviços.
O investimento total na infraestrutura urbana está orçado em exatamente R$ 1.526.109,03 (um milhão, quinhentos e vinte e seis mil, cento e nove reais e três centavos).
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O início das obras, segundo apurado, está previsto para setembro em diante já que, até lá, há grande recorrência do fenômeno da maré alta.
O montante será custeado pelo Fundo Municipal de Desenvolvimento Urbano, vinculado à Secretaria Municipal de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano.
Entraves burocráticos e o histórico do atraso
O desfecho atual põe fim a um imbróglio que a comunidade acompanha de perto. Em 28 de junho de 2024, o prefeito Topázio Neto chegou a ir até a comunidade do Pântano do Sul para assinar uma primeira Ordem de Serviço. Naquela época, o projeto estava estimado em pouco mais de R$ 1,3 milhão.
Contudo o processo licitatório original sofreu uma severa paralisação decorrente de entraves burocráticos junto à SPU (Secretaria de Patrimônio da União).
A demora na liberação das autorizações de área da União desgastou o cronograma a ponto de fazer com que a empresa inicialmente classificada em primeiro lugar desistisse formalmente do certame.
Com a inflação de insumos no período, o projeto precisou ser reajustado em quase R$ 200 mil até a convocação e fechamento definitivo com a Litoral Engenharia neste ano.
Fator climático
Por que a obra só começa em setembro? Embora o novo contrato tenha sido assinado em 24 de junho de 2026, as máquinas não devem operar na praia de imediato.
A decisão técnica da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Manutenção da Cidade foi adiar as ações físicas para depois de setembro.
Até o fim do inverno, o litoral catarinense registra alta incidência do fenômeno de marés estelares e ressacas fortes, o que inviabilizaria a segurança dos operários e a fixação das estacas da nova estrutura.

