Nem chegaram à largada: os nomes que perderam espaço antes da campanha de 2026Foto: Ascom Senado/Redes Sociais
Durante os últimos dois anos, a disputa presidencial de 2026 chegou a reunir uma lista extensa de possíveis candidatos. Alguns despontaram nas pesquisas, movimentaram partidos e dominaram o debate nas redes sociais. Outros sequer conseguiram transformar a intenção em projetos presidenciáveis.
À medida que o calendário eleitoral avança, parte desses nomes desapareceu das apostas feitas por analistas, partidos e institutos de pesquisa.
Um dos casos mais emblemáticos é o de Pablo Marçal. Após ganhar projeção nacional na eleição para a Prefeitura de São Paulo em 2024, o influenciador passou a ser citado por aliados como um possível nome para voos mais altos.
No entanto, decisões da Justiça Eleitoral relacionadas à campanha municipal acabaram criando obstáculos para uma eventual candidatura em 2026. Embora uma das condenações tenha sido revertida em segunda instância, outras decisões mantiveram sua situação jurídica sob questionamento.
Outro nome que surgiu com força foi o do cantor Gusttavo Lima. O artista chegou a admitir publicamente o interesse em disputar a Presidência da República e virou alvo de especulações sobre filiações partidárias e alianças políticas. O movimento, porém, durou pouco. Em março de 2025, o sertanejo anunciou que não participaria da eleição de 2026, alegando motivos pessoais e profissionais. Desde então, deixou de figurar entre os potenciais candidatos ao Palácio do Planalto.
Gusttavo Lima já declarou a vontade de ser candidato à presidência, mas desistiu da ideia Foto: @gusttavolima/Instagram/Reprodução/ND
A lista inclui ainda Ciro Gomes. Quatro vezes candidato à Presidência da República, o ex-ministro e pré-candidato a governador pelo Ceará começou o ciclo eleitoral sendo lembrado como uma alternativa ao embate entre lulistas e bolsonaristas. Com o passar dos meses, entretanto, passou a concentrar esforços em articulações regionais e em discussões sobre o cenário político cearense, deixando de aparecer com protagonismo nas projeções nacionais para 2026.
Joaquim Barbosa talvez seja um dos exemplos mais simbólicos de presidenciável que nunca chegou efetivamente à largada. Após ganhar projeção nacional como relator do julgamento do Mensalão e presidente do Supremo Tribunal Federal, o ex-ministro chegou a liderar pesquisas de intenção de voto e foi tratado por partidos e analistas como uma alternativa ao desgaste da política tradicional.
Nos bastidores, ainda há uma pequena movimentação, mas nada que seja considerável nesse momento de pré-campanha.
A disputa em 2026 parece se afunilar em 5 candidatos, de acordo com a pesquisa Atlas/Intel, Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão).

