Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR/ND Mais” width=”1300″ height=”969″ >Lula chega ao G7 na França onde defenderá interesses comerciais e econômicos do Brasil.Foto: Divulgação/Ricardo Stuckert/PR/ND Mais
O presidente Lula (PT) chegou nesta segunda-feira (15) a Évian-les-Bains, na França, para participar da cúpula do G7 como convidado. Esta será a 10° vez que o chefe do Executivo brasileiro participa do encontro das maiores economias industrializadas do mundo, embora o Brasil não integre oficialmente o grupo.
A agenda do presidente na França será marcada por discussões sobre desenvolvimento global, financiamento internacional, minerais estratégicos e pelas tentativas de fortalecer o diálogo com parceiros comerciais em meio a recentes medidas que afetaram produtos brasileiros.
Lula chega ao G7 na França e mira acordo com EUA
Um dos principais focos políticos da viagem é a tentativa de viabilizar uma reunião bilateral entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Negociadores brasileiros trabalham para promover o encontro durante a cúpula, embora até o momento não haja confirmação oficial. É o que informa o Poder 360°.
Governo brasileiro tenta viabilizar um encontro entre Lula e Donald Trump para discutir as tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileirosFoto: Ricardo Stuckert/PR/CNBC/ND Mais
O interesse do governo brasileiro está relacionado ao chamado “tarifaço” anunciado pelos Estados Unidos em 1º de junho. A medida prevê tarifas de 25% sobre determinados produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano, ampliando as tensões comerciais entre os dois países.
Caso a reunião aconteça, será o segundo encontro entre Lula e Trump em pouco mais de um mês. Os dois líderes estiveram reunidos no início de maio, na Casa Branca, em Washington.
Na ocasião, segundo o presidente brasileiro, as equipes técnicas dos dois governos receberam a missão de apresentar propostas para solucionar o impasse tarifário e tratar da investigação comercial conduzida pelo USTR (Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos).
Até agora, porém, não houve avanços concretos nas negociações.
Lula discute veto da União Europeia a produtos brasileiros no G7
Além das tarifas impostas pelos Estados Unidos, Lula chega ao G7 em um momento de preocupação com as relações comerciais entre o Brasil e a União Europeia.
Restrições comerciais dos EUA e da União Europeia ampliam desafios para as exportações brasileiras em 2026Foto: Reprodução/ND Mais
Na semana passada, o bloco europeu oficializou a decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil. A restrição está prevista para entrar em vigor em 3 de setembro e representa um novo desafio para setores importantes do agronegócio brasileiro.
O tema deve integrar as conversas do presidente com líderes europeus durante sua passagem pela França, especialmente em um momento em que o Brasil busca ampliar mercados e preservar sua participação no comércio internacional.
Primeiro dia de Lula no G7
No primeiro dia de compromissos oficiais, na terça-feira (16), Lula participará de uma sessão de líderes dedicada às parcerias internacionais para o desenvolvimento.
Durante o encontro, a expectativa é que o presidente defenda a ampliação da AOD (Assistência Oficial ao Desenvolvimento), mecanismo por meio do qual países mais ricos destinam recursos financeiros para apoiar o crescimento econômico e o combate à pobreza em nações em desenvolvimento.
O governo brasileiro também pretende reforçar a necessidade de manutenção dos investimentos internacionais voltados à redução das desigualdades e ao fortalecimento das economias emergentes.
Lula e Emmanuel Macron devem discutir cooperação bilateral, comércio internacional e temas estratégicos durante a cúpula do G7Foto: Reprodução/Ricardo Stuckert/ND Mais
Lula terá reuniões com líderes da França e do Japão
Durante a cúpula, Lula também terá encontros com o presidente da França, Emmanuel Macron, e com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi. A reunião com a líder japonesa será a primeira desde que ela assumiu o cargo, em outubro de 2025, tornando-se a primeira mulher a comandar o governo japonês.
Outro tema relevante da participação brasileira será a exploração de minerais críticos, incluindo as chamadas terras-raras, consideradas estratégicas para setores de tecnologia, energia limpa e indústria de alta complexidade.
A posição do governo brasileiro será defender que esses recursos gerem maior valor agregado nos países produtores, evitando que a exportação ocorra apenas na forma de matéria-prima. Segundo o Palácio do Planalto, a proposta está alinhada à defesa da soberania nacional e ao desenvolvimento industrial.

