Caiado vira posição pela primeira vez contra reeleição de Lula no segundo turno da pesquisa Poder Data/Aya.Foto: Gov de Goiás e Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil / ND Mais
O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD), registrou 44% das intenções de voto para o segundo turno, contra 43% de Lula (PT), em nova edição da pesquisa PoderData/Aya que ouviu 2,4 mil pessoas entre os dias 23 e 26 de agosto.
O cenário do 2° turno entre Caiado e Lula é o único em que o atual presidente aparece numericamente atrás. Em 12 de agosto, Lula tinha 45% e Caiado, 44%.
Em razão da margem de erro, de 2% percentuais, números indicam empate técnico.
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Caiado surge 1 ponto percentual acima de Lula no 2° turno. – Reprodução/PoderData-Aya/ND Mais
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Flávio marca 44% contra 45% de Lula. – Reprodução/PoderData-Aya/ND Mais
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Renan Santos tem 37% contra 44% de Lula. – Reprodução/PoderData-Aya/ND Mais
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Zema registra 43% contra 44% de Lula. – Reprodução/PoderData-Aya/ND Mais
Nas outras simulações, Lula lidera disputa no 2° turno
Contra o senador Flávio Bolsonaro, candidato do PL, Lula tem 45% e Flávio marca 44%. Na rodada anterior, Lula registrava 46% e Flávio, 45%.
Contra o ex-governador Romeu Zema (Novo), Lula soma 44% enquanto o mineiro atingiu 43%.
Já na disputa de 2° turno contra Renan Santos, do Missão, o petista marca 44% e contra 37% do adversário.
1° turno: Flávio e Lula segue polarizando, enquanto 3ª via segue ‘emperrada’
Principais candidatos à presidência da República, da esquerda à direita: Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (União), Renan Santos (Missão) e Augusto Cury (Avante).Foto: Divulgação/Assessorias/ND Mais
No cenário de primeiro turno, Lula lidera com 38% das intenções de voto, o que representa uma queda de três pontos percentuais em relação a 12 de agosto.
Flávio Bolsonaro mantém os mesmos 35% do levantamento anterior.
Renan Santos, Ronaldo Caiado e o escritor Augusto Cury registram 4% cada.
Pablo Marçal soma 3%. Romeu Zema e Hertz Dias têm 2% cada. Edmilson Costa e Samara Martins atingem 1%.
Clariana Barão, Rui Costa Pimenta e Veterinário Wilson Grassi não pontuaram.
Os votos em branco ou nulos são 5%, e os indecisos somam 2%.
Quem são os eleitores de Flávio e Lula?
O PoderData/Aya detalha o perfil demográfico dos eleitores.
Flávio Bolsonaro atinge 70% de intenção de voto entre eleitores que se declaram de direita e 46% entre os evangélicos.
Lula, por sua vez, registra 89% entre eleitores de esquerda, 51% entre os sem religião e 48% na região Nordeste.
Na divisão por renda, Lula lidera entre os que recebem até dois salários mínimos, com 40%, e entre os que ganham mais de cinco salários, também com 40%.
Flávio Bolsonaro lidera na faixa intermediária de dois a cinco salários mínimos, com 39%.
A pesquisa mediu também a rejeição dos líderes, e tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro registram 49% de eleitores que afirmam não votar neles em nenhuma hipótese.
O que os entrevistados acham do atual governo?
A avaliação da gestão federal foi aferida pelo levantamento. O governo de Lula é considerado ruim ou péssimo por 48% dos entrevistados.
Aqueles que avaliam a administração como ótima ou boa somam 33%, e 17% a classificam como regular.
De forma direta, 51% desaprovam o governo geral e 42% aprovam. O trabalho pessoal do presidente tem desaprovação de 50% e aprovação de 42%.
O que é prioridade para a população?
A pesquisa investigou as prioridades da população para o próximo mandato presidencial, apontando demandas diretas sobre serviços e o custo de vida.
A educação foi citada por 20% dos entrevistados, seguida por saúde e segurança pública, que registraram 18% cada.
A inflação e o custo de vida são a prioridade para 12%, mesmo percentual do combate à corrupção.
A geração de emprego e renda foi apontada por 11%, os programas sociais e o combate à pobreza somam 5%, e o meio ambiente tem 1%.
Entre os eleitores com renda de dois a cinco salários mínimos, o controle da inflação alcança 15% de importância.
Para as famílias que recebem até dois salários mínimos, a estrutura de saúde é a principal demanda, citada por 31%.
De acordo com a pesquisa, a religião não define a escolha eleitoral para 63% dos entrevistados, enquanto 31% consideram o fator importante.
Além disso, 68% acreditam que os políticos não devem orientar programas de governo com base em crenças religiosas, contra 24% que defendem essa prática.
O instituto aferiu o comportamento dos eleitores diante de denúncias de corrupção.
Caso o candidato escolhido fosse associado a um escândalo durante a campanha, 66% mudariam o voto desde que houvesse provas.
O levantamento mostra que 20% manteriam o voto no candidato independentemente da denúncia, e 8% alterariam a escolha mesmo sem a apresentação de provas.

