Luiz Henrique, do Avaí, na disputa de bola na derrota por 2 a 1 contra o Atlético-GOFoto: Raphael Teixeira/ACG/ND
A derrota do Avaí para o Atlético Goianiense, por 2 a 1, em Goiânia, mostrou um problema recorrente da equipe: a dificuldade em transformar posse de bola em produção ofensiva efetiva — especialmente durante boa parte da partida.
Embora tenha terminado com maior controle da bola, o time catarinense apresentou, principalmente no primeiro tempo, uma posse estéril, pouco incisiva e sem capacidade de desorganizar o adversário. Faltou profundidade, criatividade e contundência no último terço do campo.
A estratégia do Avaí indicava uma tentativa de explorar os lados, com Thayllon por um lado e Jean Lucas mais aberto pela esquerda, além da busca por infiltrações com Daniel Penha. No entanto, essa proposta esbarrou na forte marcação do Atlético Goianiense, que conseguiu neutralizar as principais peças criativas.
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Daniel Penha, voltando após um período de inatividade, demonstrou falta de ritmo, enquanto Jean Lucas teve uma atuação abaixo no primeiro tempo, sem conseguir dar fluidez às jogadas.
Mesmo com menor posse, o Atlético Goianiense foi mais agressivo, finalizando mais (16 contra 8), evidenciando uma postura mais direta e objetiva. Um dos principais pontos de desequilíbrio foi o lado esquerdo do ataque da equipe goiana, com Geovany encontrando liberdade diante de um setor defensivo fragilizado, especialmente com Gabriel Simples exposto no um contra um.
Foi nesse contexto que surgiu o lance do pênalti cometido por Gabriel Simples, que resultou no primeiro gol do Atlético Goianiense. No segundo tempo, o cenário mudou. A entrada de Walace França deu nova dinâmica ao Avaí, aumentando a movimentação no campo de ataque e oferecendo mais presença ofensiva.
Mesmo ainda sofrendo com as investidas do Atlético Goianiense, que mais desgastado por ter jogado quinta (23) pela Copa do Brasil jogou só nos contra-ataques, o Avaí passou a controlar melhor o jogo a partir dos 22 minutos, especialmente com maior utilização do jogo por dentro. Daniel Penha cresceu na partida, Jean Lucas passou a aparecer mais como apoio, e a conexão com Walace França conseguiu o gol de empate.
No entanto, quando o Avaí parecia ter encontrado o caminho para buscar um resultado melhor, acabou sendo castigado rapidamente. Logo após o empate, em uma reposição de bola do goleiro do Atlético Goianiense, a defesa Avaiana falhou na marcação. Baldini e Alysson não conseguiram ajustar o posicionamento, e a bola sobrou para Guilherme Marques, que, com muita liberdade, finalizou firme, no canto baixo de Léo Aragão, recolocando o time da casa em vantagem. Gol que não se pode sofrer.
O golpe foi sentido. Apesar da pressão final do Leão, também com as entradas de Sorriso e Rafael Bilú, o Avaí não teve poder de reação para chegar a um novo empate. Faltaram organização, lucidez e efetividade nos minutos decisivos, apesar da chance que teve o zagueiro Baldini após cobrança de falta de Douglas Teixeira. Aliás, o lateral Avaiano foi um dos destaques da partida.
Derrota do Avaí foi de quem foi menos eficiente
Avaí perdeu para o Atlético-GO neste domingo (26)Foto: Lucas Rhamon/AFC/ND Mais
Em alguns momentos do jogo, as intervenções de Léo Aragão, que fez defesas importantes ao longo da partida, foram decisivas. No fim, o resultado refletiu o que foi o jogo: um Avaí com mais posse, mas sem controle efetivo, e um Atlético Goianiense mais eficiente, que aproveitou melhor as oportunidades e soube reagir no momento crucial para garantir a vitória por 2 a 1.

