Giorgio Guedin Florianópolis
Estudantes ocuparam áreas da administração central da USP na noite de segunda-feiraFoto: Portal Metrópoles/ND Mais
Um grupo de estudantes ocupou na noite desta segunda-feira (08) áreas da administração central da Universidade de São Paulo, no campus Butantã, na capital paulista. A ocupação terminou após a intervenção da Polícia Militar, que retirou os manifestantes do local.
O protesto ocorreu no mesmo dia em que uma assembleia estudantil aprovou o encerramento da greve iniciada em abril, uma das maiores mobilizações da universidade nos últimos anos.
Protesto cobrava auxílio estudantil e melhorias
Segundo os estudantes, a ocupação foi motivada por reivindicações relacionadas à permanência estudantil, à alimentação oferecida nos restaurantes universitários e a processos disciplinares contra alunos envolvidos em manifestações anteriores.
Entre as demandas apresentadas pelos manifestantes estavam o reajuste dos programas de auxílio estudantil, melhorias nos restaurantes universitários e mudanças em medidas adotadas pela administração da universidade.
Em manifesto divulgado nas redes sociais, um grupo que se definiu como independente afirmou que a ocupação representava uma continuidade das mobilizações realizadas durante a greve.
USP relata agressões e feridos
Polícia Militar foi acionada para retirar manifestantes do campus Butantã.Foto: Portal Metrópoles/ND Mais
Em nota, a USP afirmou que os estudantes estavam encapuzados, portavam pedaços de madeira, cassetetes e dispararam rojões durante a invasão.
Segundo a universidade, seguranças foram agredidos durante a ação.
A administração informou que diversos integrantes da guarda universitária sofreram escoriações e que ao menos três precisaram ser encaminhados ao Hospital Universitário para atendimento médico.
Estudantes denunciam truculência policial
Já os manifestantes afirmam que houve confronto durante a retirada realizada pela Polícia Militar.
De acordo com relatos divulgados por estudantes, pelo menos dez pessoas foram levadas para o 7º Distrito Policial, na região da Lapa.
Os alunos também alegam que houve feridos durante a ação policial. Segundo os relatos, um estudante teria desmaiado e uma aluna teria sido atingida no rosto durante a desocupação.
Até o momento, a Polícia Militar não divulgou posicionamento oficial sobre as acusações.
Assembleia aprovou fim da greve
Ocupação ocorreu horas após assembleia aprovar o encerramento da greve estudantil.Foto: Portal Metrópoles/ND Mais
A ocupação aconteceu poucas horas após estudantes aprovarem o encerramento da greve iniciada em 14 de abril.
A proposta de retorno às aulas recebeu 323 votos favoráveis, contra 255 votos pela continuidade da paralisação e nove abstenções.
O movimento mobilizou 43 unidades da universidade e teve episódios de forte tensão, incluindo a ocupação da reitoria em maio, quando a Polícia Militar também foi acionada para retirar manifestantes.
Durante as negociações, a reitoria anunciou reajuste no Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (Pafpe), além de medidas voltadas à melhoria do Conjunto Residencial da USP (Crusp) e à ampliação do diálogo com os estudantes.
*Com informações da Folha de S.Paulo e do Metrópoles.

