Consolidação do caqui em Santa Catarina ocorreu após introdução de imigrantes japonesesFoto: Divulgação/Freepik
Com as primeiras variedades adocicadas chegando ao Brasil através da imigração japonesa na década de 1910, o caqui encontrou no clima de Santa Catarina um ambiente muito favorável para seu crescimento e consolidação.
De acordo com a Epagri (Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina), em 2025, o estado contava com 141 produtores de caqui em 139 hectares, distribuídos principalmente no Meio-Oeste e no Planalto Norte. A produtividade média estadual é de 14,5 mil quilos por hectare, com destaque para a variedade Fuyu. Anualmente, a produção chega a mais de 2 mil toneladas em Santa Catarina.
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A introdução do alimento — também conhecido como “fruta dos deuses” — em Santa Catarina foi impulsionada pelos movimentos migratórios que trouxeram mudas e técnicas de cultivo. A cultura se consolidou na região do Vale do Rio do Peixe, em pequenas propriedades familiares que utilizam o fruto como alternativa estratégica de renda.
Uma das variedades mais comuns na região é a Fuyu, caracterizada pela ausência de sementes e polpa clara. Em comparação com outras frutas de clima temperado, a colheita do caqui em Santa Catarina é considerada tardia, ocorrendo entre meados de março e o início de junho.
A semelhança com o tomate fazem muitos considerarem que os frutos são “parentes”. A variedade de caqui chamada Rama Forte ainda é capaz de confundir ainda mais os dois alimentos por ser avermelhado. Apesar disso, o caqui é doce e cremoso, enquanto o tomate é ácido e salgado.
Processos de qualidade e benefícios do caqui em Santa Catarina
A cada safra, a produção de caqui mobiliza propriedades rurais e fortalece a economia local, oferecendo benefícios nutricionais significativos ao consumidor. Embora a maior parte da fruta seja consumida in natura, ela possui versatilidade para a elaboração de compotas, purês e geleias.
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Caqui: embora saudável, o caqui também deve ser consumido com moderação, uma vez que uma unidade média pode conter cerca de 80 calorias e 20 gramas de carboidratos. – Freepik/ND
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Estudos apontam que o caqui é rico em antioxidantes – caqui-fruta-outono
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Do pomar à mesa, o cultivo de caqui impulsiona a economia rural e atrai visitantes em Fraiburg – Divulgação/Freepik
Com índice glicêmico moderado e elevado teor de fibras, vitaminas e minerais, o caqui é classificado como um alimento funcional, que alia nutrição à palatabilidade.
Para assegurar a qualidade do produto final, o manejo pós-colheita é rigoroso. Nos pomares da região, os frutos passam por etapas criteriosas de seleção, que incluem lavagem, separação por calibre e avaliação fitossanitária.
Apenas as unidades que atendem ao padrão de sanidade exigido pelo mercado seguem para a comercialização, sendo as demais descartadas.
Este processo de triagem é fundamental para garantir que o fruto chegue às gôndolas com o frescor esperado. Assim, a produção no Meio-Oeste catarinense sustenta vínculos com a terra e mantém o estado em posição de destaque na fruticultura nacional.
Variedades e conservação do caqui em Santa Catarina
Confusão de tomate com caqui em Santa Catarina ocorre com mais frequência na variedade Rama ForteFoto: Reprodução/ND Mais
O caqui apresenta diversas variedades adaptadas ao consumo, cada uma com características sensoriais específicas. Entre as mais cultivadas e comercializadas, destacam-se:
- Café ou Sileide: coloração alaranjada, polpa firme, resistente ao transporte e sabor equilibrado.
- Chocolate ou Giombo: coloração alaranjada, polpa escura, textura crocante e sabor acentuadamente doce.
- Fuyu: cor alaranjada, polpa consistente, ausência de sementes e sabor muito doce.
- Rama Forte: cor avermelhada, polpa mole e sabor doce.
- Taubaté: cor avermelhada, polpa de textura gelatinosa e sabor adocicado.
Para a seleção no ponto de venda, recomenda-se escolher unidades com sem ferimentos, consistência firme e cor homogênea. Para o armazenamento doméstico, os frutos devem ser mantidos em locais frescos ou sob refrigeração.
Antes do consumo, é essencial realizar a higienização em água corrente. Para uma desinfecção profunda, recomenda-se a imersão em solução clorada (1 litro de água para 15 ml de hipoclorito de sódio) por 15 minutos, seguida de enxágue em água potável.

