Kayke Moreno, atacante do Figueirense, anotou o único gol na vitória contra o JoinvilleFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Figueirense conquistou, enfim, sua primeira vitória no quadrangular do descenso ao bater o Joinville por 1 a 0 no Scarpelli, em um resultado que vai além dos três pontos. O triunfo passou, antes de tudo, pela mudança de postura da equipe.
Diferente das atuações recentes, marcadas por apatia e pouca competitividade, o Alvinegro apresentou mais atitude, brigou pelos espaços, venceu duelos individuais em boa parte do jogo. Essa entrega fez a diferença contra um adversário tecnicamente limitado.
Caiu de intensidade no final do primeiro tempo. Tecnicamente, a equipe ainda deixou a desejar, sem muita inspiração em construção de jogadas ofensivas. Finalizou apenas 15 vezes durante um pouco mais que 90 minutos, e só cinco foram ao gol. Ainda é uma produção muito baixa de jogo.
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Zanardi novamente preferiu improvisar no meio, mesmo tendo dois jogadores de criação, Dudu e Jorginho. Repetiu o que fez em Brusque no segundo tempo contra o Carlos Renaux, jogando com Arthur Henrique e Igor Bolt por dentro como meias. Arthur Henrique até relativamente se adaptou bem na função, mas Igor Bolt não, e sumiu do jogo.
Márcio Zanardi surpreendeu na escalação inicial, especialmente com Wesley e Léo Maia, jogadores que até aqui não haviam mostrado nível para a titularidade. No caso de Léo Maia, a opção foi mais compreensível, já que oferece características mais ofensivas em relação a Ezequiel. Mas ambos foram bem defensivamente e Wesley ainda deu assistência para o golaço de Kayke.
Douglas Bacelar fazia boa partida, ajudando a aliviar a pressão com lançamentos longos para Felipe Augusto e Igor Bolt, mas saiu lesionado, dando lugar a Felipe Santiago. Destaque positivo para o estreante Jhonnathan, vindo da Chapecoense, que fez uma partida segura, com força física e boa leitura defensiva.
Comemoração dos jogadores do Figueirense no gol do Kayke contra o JoinvilleFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Furacão teve mais posse de bola com 51% de posse de bola, mas foi pouco até porque teve um jogador a mais no segundo tempo, no que se espera de um time com um jogador a mais, um jogo sustentado em pelo menos 60% de posse, o que mostra que o Figueira tá longe de ter um time com conjunto ajustado, usufruindo de posse de bola em mais larga escala. Ainda está devendo futebol o Furacão.
O Figueira melhorou na construção com a vinda no segundo tempo de Breno e Dudu, onde ambo conseguiam ter mais qualidade de passe na transição ofensiva e provocaram bons contra-ataques. Já que estranhamente o Figueirense deu a posse de bola para o Joinville e atacava em transição ofensiva. Quando com um a mais deveria se impor e rodar na zona defensiva do Joinville.
E até o jogo ficou perigoso após perda de dois gols do atacante Hyuri. Onde o Joinville, ao ver que não estava sendo tão envolvido em sua defesa, tentou, mas sua limitação técnica não encontrou efetividade na tentativa de empatar a partida. Convenhamos, valeu pela vitória, mas muito o Zanardi tem a corrigir.
Próximo jogo do Figueirense será só na sexta-feira (13) contra o Marcílio Dias
Técnico Márcio Zanardi, do Figueirense, no jogo contra o JoinvilleFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Figueirense só volta a atuar no quadrangular do descenso do Campeonato Catarinense na próxima sexta-feira (13), ás 19h30, contra o Marcílio Dias em Itajaí. No que o técnico Márcio Zanardi terá uma semana de treinamentos para melhor “o jogo”, que está faltando para o time Alvinegro ter mais repertório ofensivo no setor de ataque.

