‘Vai salvar vidas’: nova ponte promete agilizar socorro e encurtar caminho até hospital em ApiúnaFoto: Arquivo pessoal/Jean Carlos Hinckel/ND Mais
A nova ponte de R$ 20 milhões projetada para Apiúna, no Vale do Itajaí, é vista por quem atua no resgate de vítimas como uma estrutura que pode ir além da mobilidade e impactar diretamente a salvar vidas e encurtar o caminho até o hospital referência na região.
“Essa ponte ajudar a salvar muitas vidas, pela logística do tempo”, afirmou o socorrista Jean Carlos Hinckel ao descrever a realidade enfrentada hoje no município.
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Resgate precisa ser feito de forma diferente em cada margem do rio em Apiúna – Arquivo pessoal/Jean Carlos Hinckel/ND Mais
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‘Vai salvar vidas’: nova ponte promete agilizar socorro e encurtar caminho até hospital em Apiúna – Arquivo pessoal/Jean Carlos Hinckel/ND Mais
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Anteprojeto da nova ponte de Apiúna – Prefeitura de Apiúna/ND Mais
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Logística improvisada expõe gargalo e reforça urgência de nova ponte de R$ 20 milhões em Apiúna – Prefeitura de Apiúna/ND Mais
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Logística improvisada expõe gargalo e reforça urgência de nova ponte de R$ 20 milhões em Apiúna – Divulgação/Prefeitura de Apiúna/ND Mais
Sem travessia
Atualmente, a ausência de uma travessia adequada, já que a única ponte que existe é pênsil e não comporta veículos de emergência para passar entre o Centro e a Margem Esquerda obriga equipes do Samu e dos bombeiros a recorrerem a soluções improvisadas, conforme explicou o socorrista.
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Em casos mais críticos, pacientes precisam ser transferidos entre ambulâncias ou até carregados em maca por uma ponte pênsil, o que aumenta o tempo de resposta e expõe todos a riscos.
“Alguém fazia o resgate na margem esquerda, passava com a maca por cima da ponte, que são cerca de 300 metros, tendo uma outra ambulância do outro lado esperando para seguir viagem”, explicou o socorrista.
Sem acesso direto, o trajeto até o hospital de referência, em Ibirama, pode chegar a 34 quilômetros. O percurso inclui deslocamentos de ida e volta até a ponte pênsil e um trecho pela BR-470, tornando o atendimento mais lento em situações em que cada minuto é essencial.
“Quando disponível um carro pequeno da prefeitura, a gente vinha com a ambulância, fazia o resgate, fazia toda a imobilização necessária e colocávamos dentro de um carro pequeno, esse carro pequeno atravessava a ponte tendo lá do outro lado uma outra ambulância de resgate para fazer o transporte do paciente até o hospital”, relembrou.
Nova ponte de R$ 20 milhões promete agilizar socorro
Nova ponte de Apiúna será maior obra da história da cidade, com investimento de R$ 20 milhõesVídeo: Divulgação/Redes Sociais/ND Mais
Com a nova ponte, a realidade deve mudar de forma significativa. A previsão é de que o trajeto seja reduzido para cerca de 10 quilômetros, permitindo que as ambulâncias façam o percurso de forma direta, sem interrupções ou necessidade de transferências no meio do caminho.
Para o socorrista Jean Carlos Hinckel, a obra tem impacto direto no resultado dos atendimentos. Segundo ele, a redução no tempo de deslocamento pode ser determinante em ocorrências graves, como traumas e paradas cardiorrespiratórias.
Enquanto a estrutura não é construída, o atendimento segue dependendo de uma verdadeira operação logística.
Em algumas situações, duas ambulâncias são posicionadas em lados opostos do rio, e o paciente é levado a pé pela ponte pênsil. Em outras, veículos menores da prefeitura são usados para fazer a travessia antes da transferência para outra ambulância.
Anteprojeto da nova ponte de ApiúnaFoto: Prefeitura de Apiúna/ND Mais
Além do impacto na saúde, a falta de ligação direta entre as margens também afeta o dia a dia da população. O transporte de mercadorias precisa fazer desvios por cidades vizinhas, o que encarece custos e dificulta a rotina de moradores e comerciantes.
Orçada em cerca de R$ 20 milhões, a nova ponte é considerada a maior obra da história do município e deve trazer ganhos logísticos importantes.
A expectativa é melhorar o fluxo, reduzir distâncias e dar mais eficiência tanto ao socorro quanto às atividades econômicas locais.

