A candidata ao Senado pelo Paraná, Gleisi Hoffmann (PT), defendeu, durante sabatina no Jornal da Manhã, da Rádio Banda B, nesta segunda-feira (28), o aumento dos recursos destinados à saúde e a atualização da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, a área deve ser tratada como investimento e não pode ficar limitada por regras de controle de gastos.

Questionada sobre o que pretende fazer no Legislativo para contribuir com a atualização da tabela SUS, Gleisi afirmou que pretende atuar pelo aumento do piso constitucional da saúde. Ela também citou medidas adotadas durante o atual Governo Federal.
“Eu já defendo isso há muito tempo. Nós fizemos um reajuste da tabela quando o presidente entrou, pequeno, mas fizemos. A gente aumentou em 77% os recursos da saúde em 2025 comparado com 2022, porque nós tiramos o teto de gastos do piso da saúde. Nós temos uma defasagem da tabela e precisamos, sim, aumentar”
disse Gleisi Hoffmann, candidata ao Senado pelo Paraná.
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Gleisi Hoffmann defende mais recursos para a saúde
A candidata citou, ainda, o aumento do Teto MAC, mecanismo que financia procedimentos de média e alta complexidade no SUS. Para Gleisi, além dos repasses, a atualização dos valores pagos por procedimentos precisa avançar.
“Saúde não pode ter limite de gastos, saúde é investimento em gente. Eu brigo em relação a isso e à educação há muito tempo. Quem for eleito não deve ficar reproduzindo discursinho do mercado financeiro de limite de gastos, de que se gasta muito no país. Saúde custa e é investimento. Entre o mercado financeiro e a vida, a gente tem que investir na vida”.
O piso federal da saúde é calculado sobre a receita corrente líquida da União. Após mudanças constitucionais aprovadas nos últimos anos, a aplicação mínima voltou a considerar 15% da receita corrente líquida. Em 2025, o piso estimado para ações e serviços públicos de saúde foi de R$ 232,3 bilhões.
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Ao falar sobre as prioridades para o setor, Gleisi também estabeleceu uma comparação entre o controle das despesas públicas e os investimentos em atendimento à população.
Regionalização ainda exige deslocamentos
Durante a sabatina, Gleisi foi questionada sobre a regionalização da saúde no Paraná. Ela afirmou que o Estado avançou na criação de hospitais regionais, mas reconheceu que a estrutura ainda não atende toda a demanda.
Segundo a candidata, a concentração de determinados serviços em hospitais de referência faz com que pacientes de municípios menores ainda precisem viajar para realizar consultas, exames e cirurgias. Para ela, o objetivo deve ser reduzir as distâncias e garantir transporte adequado.
“Nós nunca vamos ter uma rede de hospitais municipais para atender todo mundo. As pessoas precisam saber disso, porque, se não, a gente vai estar mentindo. Não é sustentável ter hospital em cada município. Então, vão ter municípios menores que ainda vão precisar fazer deslocamento para cirurgias”.
Gleisi citou como exemplo a renovação da frota do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ainda de acordo com ela, mais de 260 ambulâncias foram destinadas ao Paraná. A candidata afirmou que a medida contribui para o deslocamento de pacientes de forma mais segura e para a estrutura de atendimento no Estado.
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Tratamento contra o câncer
A candidata destacou, ainda, investimentos em equipamentos para hospitais que realizam tratamentos contra o câncer. Ela citou a parceria entre o Governo Federal e o Paraná para ampliar a estrutura disponível aos pacientes.
Gleisi garantiu que a expansão dos equipamentos e dos serviços de média e alta complexidade deve fazer parte do esforço para melhorar o atendimento regionalizado. A atualização da tabela SUS, segundo ela, também é necessária para acompanhar os custos dos procedimentos e fortalecer a capacidade de atendimento dos hospitais.
Canetas emagrecedoras no SUS
Durante a sabatina, a candidata também comentou o anúncio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a incorporação de canetas emagrecedoras ao Sistema Único de Saúde. Na semana passada, Lula afirmou que o governo pretende ampliar o acesso aos medicamentos após uma pesquisa desenvolvida no Brasil para reduzir o custo dos produtos.
Gleisi afirmou que ainda não há definição sobre quando os medicamentos estarão disponíveis à população. Segundo ela, a distribuição pode ocorrer por meio do Farmácia Popular ou de outras farmácias, com preços reduzidos.
“Eu não sei ainda quando vai ser a distribuição, porque deve vir para a Farmácia Popular, inclusive, ou para outras farmácias com preço reduzido. A gente tem que ver direitinho quando o Ministério da Saúde vai lançar. O fato é que a caneta emagrecedora já foi aprovada. A pesquisa chegou ao fim e nós temos uma caneta que faz o mesmo efeito”
concluiu.
A candidata destacou ainda o alto custo das canetas disponíveis no mercado e disse que a pesquisa teve como objetivo buscar uma alternativa mais acessível. A definição sobre a distribuição e a incorporação ao SUS depende, contudo, das etapas do Ministério da Saúde.
A partir das 7h30, as sabatinas podem ser acompanhadas pela Rádio Banda B 89,7 FM e também pelo portal e pelo canal no YouTube.
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