Lei que cria Rota do Big Surf foi sancionada pelo governador Jorginho MelloFoto: Foto: @bredoliveira/Divulgação/ND
Santa Catarina passou a contar oficialmente com a Rota do Big Surf, após a sanção da lei pelo governador Jorginho Mello (PL).
A iniciativa é de autoria de Estêner Soratto (PL), à época deputado estadual, e estabelece um corredor turístico e esportivo voltado à prática do surfe de ondas gigantes no Sul do estado.
A legislação integra os municípios de Jaguaruna, Laguna, Imbituba e Garopaba, tendo Tubarão como polo de apoio, com a proposta de estruturar o big surf como vetor de desenvolvimento regional, aliado ao esporte e ao turismo.
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Jaguaruna se destaca como referência no Big Surf
Laje da Jagua é reconhecida internacionalmente por suas ondas gigantescasFoto: Prefeitura de Jaguaruna/Divulgação/ND Mais
Dentro da nova rota, Jaguaruna ganha projeção nacional por abrigar a Laje da Jagua, conhecida como a “Nazaré Brasileira”.
O local é reconhecido por suas condições extremas e foi cenário do registro da maior onda já surfada no Brasil, com 14,82 metros, consolidando o município como referência no surfe de ondas gigantes.
“A partir de um diálogo com as lideranças do setor turístico e esportivo da região Sul, identificamos que, em um raio de aproximadamente 100 quilômetros, temos algumas das melhores ondas grandes do Brasil, reconhecidas por surfistas do mundo inteiro. Percebemos que era preciso organizar essa potencialidade em uma rota integrada, com planejamento e foco no desenvolvimento regional”, afirma Estêner Soratto, autor da proposta na Assembleia Legislativa e hoje prefeito de Tubarão.
Gestão envolve poder público e entidades do surfe
Rota do Big Surf envolverá esferas do poder público e representantes da sociedade civilFoto: Foto: Gabriel Gomes/Divulgação/ND
A gestão da Rota do Big Surf será realizada de forma integrada, envolvendo a Secretaria de Estado do Turismo, a Fundação Catarinense de Esporte (Fesporte), as prefeituras dos municípios participantes, o Movimento Big Waves Brasil, associações de surfe e representantes da sociedade civil.
A proposta é fortalecer a cadeia do surfe de big waves, estimular o turismo esportivo e valorizar o potencial natural do litoral sul catarinense, ampliando a visibilidade de Santa Catarina no cenário nacional e internacional do surfe de ondas gigantes.
“Com a legalização da rota, podemos buscar recursos estaduais, federais e até internacionais para promover o destino e melhorar a infraestrutura”, afirma Soratto.

