Da esquerda para direita: Bia Kicis, Celina Leão, Roberta Alcioly, Damares Alves e Tânia Teixeira.Foto: Divulgação/Redes Sociais/Resolução aprimorada com IA/ND Mais
Celina Leão (PP), candidata ao Governo do Distrito Federal, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) e a deputada federal Bia Kicis (PL-DF) construíram falas centradas na força das mulheres na política, na capacidade de liderança feminina e na ocupação de espaços de poder.
Em comum, as três também exaltaram Michelle Bolsonaro, tratada como peça central da direita para as eleições de 2026.
Mesmo sem participar da convenção, ex-primeira-dama esteve presente durante todo o evento.
Receba as principais notícias de política e eleições
Além de ocupar um dos maiores painéis instalados no palco, a esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, líder do braço feminino do PL até junho, foi mencionada por diferentes lideranças como símbolo da união do campo conservador.
Damares Alves chegou a projetar um cenário inédito para representação feminina no Distrito Federal
“Pela primeira vez o Distrito Federal poderá fazer história com uma governadora e três senadoras. Eu, Bia Kicis e Michelle Bolsonaro”, declarou Damares em convenção do Republicanos, nesta quinta-feira (30).
A afirmação foi recebida com aplausos pela militância e reforçou a expectativa construída pela direita em torno da possível candidatura de Michelle ao Senado.
Protagonismo feminino aparece como marca da chapa
Embora nenhuma das lideranças tenha utilizado o termo “feminismo”, as referências ao papel das mulheres dominaram boa parte dos discursos.
Celina Leão foi apresentada como uma gestora preparada para governar o Distrito Federal. Damares utilizou uma metáfora para diferenciá-la de antigos governantes.
Segundo a senadora, o DF não precisa de “aventureiros”, “raposas” ou “urubus”, mas sim de “uma mãe” e de “uma leoa” para cuidar da população.
Na sequência, lembrou que conhece Celina há mais de duas décadas, desde quando ambas trabalhavam como assessoras, e afirmou acreditar na vitória da aliada ainda no primeiro turno.
Ao longo da convenção, as lideranças evitaram um discurso tradicionalmente associado ao feminismo, mas apostaram em uma narrativa baseada na representação das mulheres em cargos de poder.
As referências à maternidade, ao cuidado, à liderança e à trajetória política foram utilizadas como forma de diferenciar as candidaturas femininas e consolidar uma identidade própria dentro do eleitorado conservador.
No palco, o protagonismo das mulheres acabou se tornando um dos principais eixos políticos do evento, ao lado da defesa da unidade entre Republicanos e PL e da expectativa pela entrada definitiva de Michelle Bolsonaro na disputa eleitoral.

Joice Gonçalves Repórter
Joice Gonçalves é repórter do ND Mais em Brasília, de onde acompanha de perto as movimentações do Congresso Nacional, os bastidores dos Três Poderes e os rumos das Eleições 2026. Possui sólida experiência política, tendo acompanhado ativamente os pleitos eleitorais, tanto municipais quanto gerais, nas edições de 2018, 2020 e 2022. Além de escrever matérias sobre política, processo legislativo, sociedade e comportamento, produz conteúdos que explicam decisões do governo e seus impactos na vida do leitor. Formada em Comunicação pela UFMT (Universidade Federal de Mato Grosso), atua no jornalismo desde 2021 e tem experiência em grandes redações multimídia de TV e portais de notícia, com produção multiplataforma e projetos especiais que envolvem articulações políticas e o poder público. Leia mais ▾
O que você achou deste conteúdo?
Por favor, complete a verificação de segurança.

