Hotel Itapirubá, em Laguna, no Sul de SC, já foi considerado o maior resort do litoral catarinense, mas hoje está em ruínas e tem fama de mal-assombradoFoto: Reprodução/ND Mais
O Hotel Itapirubá, em Laguna, no Sul de Santa Catarina, já foi considerado o maior resort litorâneo do estado. No entanto, nos dias atuais, a estrutura que uma vez foi vista como luxuosa se encontra em ruínas e carrega a fama de mal-assombrada.
O hotel foi inaugurado em 1978, pelo Grupo Battistela SA, com a proposta de ser o primeiro resort de grande porte no estilo pé na areia do estado. A estrutura de 15 mil metros quadrados de área construída conta com 213 apartamentos.
Hotel Itapirubá, em LagunaFoto: Reprodução/ND Mais
Além das centenas de quartos, o empreendimento contava ainda com cinema, boate, bares, salões de reunião, sauna e quadra de tênis. Entretanto, diversas mudanças na gestão e problemas financeiros levaram o hotel à falência, em 2005.
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O imóvel, avaliado em R$ 50 milhões, passou por duas tentativas de leilão em 2023, mas nenhum comprador se interessou pela estrutura, que continua abandonada até hoje. Ao longo dos mais de 20 anos de abandono, o empreendimento acumulou dezenas de lendas urbanas e a fama de mal-assombrado.
Hotel mal-assombrado hospeda fantasma de mulher de branco, dizem moradores
Hotel mal-assombrado hospeda fantasma de mulher de branco, dizem moradoresFoto: Reprodução/ND Mais
Celso Henrique Ramos Filho, morador de Itapirubá, praia de Laguna, onde o hotel está instalado, revelou que existe uma lenda antiga na região. Segundo ele, diversas pessoas relataram avistar uma mulher de branco andando pelas ruínas do hotel.
“Eu nunca vi, nem alguém que eu conheça, mas é a história que rola. A história tem várias versões, mas todas dizem que é uma mulher de branco”, disse Celso.
‘Fantasmas’ que assombraram o hotel foram os problemas financeiros
‘Fantasmas’ que assombraram o hotel foram os problemas financeirosFoto: Reprodução/ND Mais
Apesar das lendas que rondam o resort, foram problemas concretos que causaram a falência do empreendimento. No final dos anos 90, o hotel foi tomado pelo banco Sudameris em decorrência de uma dívida do Grupo Battistella.
Em 2002, o resort foi adquirido pelo empresário Orlando Becker, que realizou uma reforma estrutural no empreendimento. O hotel voltou a receber hóspedes, mas foi vendido em 2004, após uma oferta considerada por Becker como irrecusável.
A falência foi decretada no começo de 2005, após o dono enfrentar problemas financeiros causados por uma tentativa de expansão do empreendimento. Ao longo dos anos, a estrutura do hotel foi sendo furtada e depredada, transformando-o em uma ruína de R$ 50 milhões.

