Herpes-zóster oftálmico pode atingir a córnea, a retina e o nervo óptico, tornando a doença que ameaça a visão uma urgência médicaFoto: Canva/ND Mais
Você sabia que quem já teve catapora pode desenvolver, anos ou até décadas depois, uma doença que ameaça a visão? Conhecido por provocar dor intensa e bolhas na pele, o herpes-zóster também pode atingir os olhos e causar complicações graves, incluindo inflamações na córnea, lesões no nervo óptico e até perda permanente da visão.
O alerta ganha destaque neste 10 de julho, sexta-feira, também conhecido como Dia da Saúde Ocular. Especialistas reforçam que o herpes-zóster oftálmico é considerado uma urgência médica e que iniciar o tratamento antiviral nas primeiras 72 horas após os primeiros sintomas reduz significativamente o risco de sequelas.
Como o herpes-zóster pode afetar os olhos?
O herpes-zóster oftálmico ocorre quando o vírus varicela-zóster, responsável pela catapora, é reativado e atinge o nervo que leva sensibilidade à região dos olhos.
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Segundo a infectologista Rosana Richtmann, da Dasa, a doença pode provocar inflamações em diferentes estruturas oculares, comprometendo a córnea, a retina e até o nervo óptico.
Pessoas que já tiveram catapora podem desenvolver herpes-zóster anos depois, principalmente após os 50 anos ou com queda da imunidadeFoto: Canva/ND Mais
Além da erupção característica na pele, o paciente pode apresentar:
- Vermelhidão nos olhos
- Visão embaçada;
- Dor intensa;
- Lacrimejamento;
- Sensibilidade à luz;
- Lesões na testa, nas pálpebras ou na ponta do nariz, um sinal associado ao maior risco de comprometimento ocular.
Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, menores são as chances de sequelas permanentes.
Depois da catapora, o vírus não desaparece do organismo. Ele permanece “adormecido” nos nervos durante toda a vida e pode voltar a se manifestar quando há queda da imunidade, envelhecimento ou outras condições que enfraquecem o sistema imunológico.
De acordo com estimativas do CDC (Centers for Disease Control and Prevention), cerca de uma em cada três pessoas desenvolverá herpes-zóster ao longo da vida.
Quais complicações o herpes-zóster oftálmico pode causar?
Além da dor intensa, a doença pode provocar sequelas importantes.
Cerca de 1 em cada 10 pacientes com herpes-zóster desenvolve perda visual moderada ou grave, principalmente em decorrência de cicatrizes na córnea.
Glaucoma secundário está entre as complicações que podem surgir quando o herpes-zóster atinge os olhos e ameaça a visãoFoto: Canva/ND Mais
Entre as principais complicações estão:
- Cicatrização da córnea;
- Ceratite neurotrófica;
- Perfuração da córnea;
- Glaucoma secundário;
- Catarata;
- Inflamação da retina;
- Comprometimento do nervo óptico.
Outra consequência frequente é a neuralgia pós-herpética, caracterizada por dores persistentes que podem durar meses ou até anos após o desaparecimento das lesões.
Vacina ajuda a prevenir a doença que ameaça a visão
Vacinação reduz o risco de desenvolver herpes-zóster e ajuda a prevenir as formas mais graves da doença que ameaça a visãoFoto: Reprodução/ND Mais
Especialistas afirmam que a vacinação é a principal forma de prevenção. Segundo a patologista clínica Annelise Wengerkievicz Lopes, diretora médica do Laboratório Santa Luzia, a vacina reduz significativamente tanto o risco de desenvolver herpes-zóster quanto as formas mais graves da doença, incluindo o comprometimento dos olhos.
O imunizante é indicado principalmente para adultos com 50 anos ou mais, ou também para pessoas com maior risco de queda da imunidade, conforme avaliação médica.
O esquema vacinal é composto por duas doses, aplicadas com intervalo de dois a seis meses. Mesmo pessoas que já tiveram herpes-zóster devem conversar com o médico, já que novos episódios podem ocorrer.
Quando procurar atendimento?
Especialistas alertam que qualquer lesão próxima aos olhos deve ser avaliada imediatamente.
O tratamento antiviral apresenta maior eficácia quando iniciado nas primeiras 72 horas após o surgimento dos sintomas, reduzindo o risco de perda da visão e de outras complicações permanentes.

Lídia Gabriella Repórter
Lídia Gabriella é repórter do ND Mais, no Núcleo Nacional, e acompanha de perto as tendências digitais e os assuntos que mais repercutem no noticiário brasileiro e mundial. Curiosa e atenta aos temas que movimentam o país, escreve sobre comportamento, entretenimento, ciência, astrologia e assuntos que repercutem nas redes e no cotidiano dos leitores. É jornalista em formação pela UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e atua na área esde 2022. Tem experiência em portal de notícias e assessoria de comunicação no Ceart-Udesc. Participou de coberturas de Carnaval, Olimpíadas e das enchentes no Rio Grande do Sul. Também cobriu as Eleições 2024 pelo ND Mais, focada na produção de matérias factuais sobre o andamento do pleito em diversas cidades do Brasil. Leia mais ▾
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