O corte de cabelo constante e os óculos escuros fazem parte de uma identidade visual que ela mantém há décadasFoto: Vogue/@voguemagazine/Instagram
Imagine ter o poder de decidir, com apenas um olhar, o que milhões de pessoas vão vestir e quais marcas vão brilhar ou falir. Anna Wintour faz exatamente isso. Por trás dos óculos escuros que nunca saem do rosto, ela comanda a moda mundial como uma “general”.
Muito além de inspirar vilãs de cinema, como no filme “O Diabo Veste Prada”, que agora ganha uma continuação, ela domina os bastidores do Met Gala e molda a cultura pop, provando que, no universo do luxo, nada acontece sem o seu “sim”.
Quem é Anna Wintour? Da redação ao topo do mundo fashion
Anna Wintour nasceu em Londres, mas foi em Nova York que ela mudou a história da moda ao assumir a direção da Vogue americana em 1988. Durante seus 37 anos no comando, ela impôs uma disciplina rigorosa e criou regras que todos seguem até hoje.
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Ser barrado por Anna Wintour é o pesadelo que nenhum milhão de dólares consegue evitarFoto: Flickr/ND Mais
Foi ela, por exemplo, quem teve a ideia ousada de misturar roupas de luxo caríssimas com peças baratas e populares nas capas da revista. Além disso, Anna trocou as modelos desconhecidas por celebridades famosas, fazendo com que o público comum se sentisse mais próximo daquele mundo glamouroso.
Além da revista, ela ocupa o cargo de diretora artística de todo o grupo Condé Nast, o que significa que ela ajuda a decidir o que as pessoas vão consumir em dezenas de países.
Sua imagem virou uma marca, o corte de cabelo curto e reto, estilo chanel, e os óculos escuros de grife criam um ar de autoridade e mistério que todos reconhecem.
A arquitetura do Met Gala e o seu poder de influência
A passagem das celebridades pelo tapete “vermelho” do Met Gala é uma das ocasiões mais esperadas do anoFoto: Reprodução/Vogue live/ND
Se a moda tem um evento principal, ele é o Met Gala. Sob o comando de Anna Wintour, o jantar beneficente para arrecadar fundos para o museu Metropolitan, em Nova York, virou o maior show de marketing do mundo.
Anna funciona como a “juíza” do evento, é ela decide quem pode entrar e escolhe o que será notícia nas redes sociais. Na prática, o Met Gala virou uma vitrine de poder, se um estilista ou uma marca quer ser importante no mundo todo, ele precisa da aprovação dela para estar lá.
A conexão com “O Diabo Veste Prada” e o legado na cultura pop
A personagem Miranda Priestly ajudou a popularizar a imagem de Anna Wintour para quem não acompanhava o mundo da modaFoto: Vogue/@voguemagazine/Instagram
O jeito firme e exigente de Anna Wintour liderar serviu de inspiração para o livro “O Diabo Veste Prada”, escrito por uma de suas ex-assistentes. No filme de 2006, ela foi representada pela personagem Miranda Priestly, a chefe “difícil” de Andrea Sachs.
Em vez de ficar brava, Anna mostrou inteligência, ela foi à estreia do filme usando a marca Prada, transformando a crítica à ela em uma estratégia de marketing que a tornou um ícone da cultura pop.
A revista People relatou que, em um evento em Nova York, a autora do livro revelou que sua filha usa até hoje uma bolsa Prada que foi presenteada por Anna anos atrás.
Agora, com a confirmação de que o filme ganhará uma sequência pela Disney, o público está ansioso para ver como o estilo de Anna continuará influenciando as telas.
O futuro de Anna Wintour e a nova era da Vogue
Ela foi uma das primeiras editoras a entender que celebridades de Hollywood tinham um grande poder de venda para capas de revistasFoto: Vogue/YouTube
Em junho de 2025, o mercado editorial passou por uma grande mudança, Anna Wintour anunciou que deixará o cargo de editora-chefe da Vogue. Em um comunicado divulgado pelo site Business of Fashion, ela explicou que é importante “nunca parar de crescer” e que agora quer focar em ajudar a nova geração de talentos.
Mas isso não é uma aposentadoria. Anna continuará como Diretora Editorial Global, supervisionando a estratégia da revista no mundo todo e cuidando de projetos gigantes como o Met Gala.
A empresa está mudando a forma de trabalhar e o cargo de “editor-chefe” deixará de existir, mas Anna continuará no topo da pirâmide, provando que sua influência não tem data de validade.

