Réplica brasileira da Torre de Pisa terá 27 metros de altura e vai abrigar museu digital sobre a imigração italiana em Pedras Grandes, no Sul de SCFoto: Divulgação/ND Mais
A primeira réplica brasileira da Torre de Pisa, um dos monumentos mais conhecidos da Itália, está sendo construída em Pedras Grandes, no Sul de Santa Catarina.
A estrutura ficará no distrito de Azambuja, a primeira colônia de imigrantes italianos do Sul do Estado, e deve se tornar um novo atrativo turístico da região.
A obra passou por três tentativas de licitação que não avançaram. Ao ND Mais, o prefeito de Pedras Grandes, Agnaldo Filippi, contou que as empresas contratadas anteriormente não apresentaram capacidade técnica para executar uma construção que terá um diferencial, a inclinação será feita mecanicamente depois que o prédio estiver pronto.
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Agora, uma empresa de Criciúma venceu a quarta licitação e assumiu a execução do projeto. “A empresa Araújo Construções estudou bastante a obra e se sentiu na condição de participar. Eu acredito que agora a gente consegue terminar”, afirmou o prefeito.
Estrutura terá 27 metros será inclinada mecanicamente Foto: Divulgação/ND Mais
Réplica brasileira da Torre de Pisa terá 27 metros de altura
A réplica será construída em uma escala diferente da Torre de Pisa original. Enquanto o monumento italiano tem aproximadamente 57 metros de altura, a estrutura de Pedras Grandes terá 27 metros de altura, oito metros de diâmetro e sete andares.
O prazo previsto para conclusão é de 12 meses. A expectativa da prefeitura é que a construção esteja pronta até a metade de 2027.
Um dos momentos mais aguardados será justamente a inclinação da estrutura. Segundo Filippi, a torre será construída inicialmente reta e terá o sistema mecânico acionado na etapa final, com a intenção de realizar a inclinação durante a inauguração.
Museu contará história da imigração italiana
Diferentemente da torre original, que funciona como campanário da Catedral de Pisa, a estrutura catarinense fará parte do Centro Educacional de Pedras Grandes.
O espaço deverá abrigar um museu digital interativo da colonização italiana, reunindo informações sobre a história dos imigrantes e permitindo a participação das próprias famílias.
A proposta é criar uma espécie de rede colaborativa, na qual os usuários poderão acrescentar informações familiares, documentos, fotografias e registros históricos.
“Você vai poder adicionar na árvore genealógica, por exemplo. Se tem uma foto antiga ou um documento antigo, também vai poder escanear e disponibilizar no nosso museu interativo digital”, explicou Filippi.
A ideia é que a plataforma continue sendo alimentada ao longo do tempo pelas próprias famílias. “É uma espécie de livro que tem um começo e um meio, ele nunca terá um fim, porque, à medida que as famílias vão se desenvolvendo, elas mesmas estarão adicionando essas informações”, destacou.
Estrutura catarinense fará parte do Centro Educacional de Pedras GrandesFoto: Divulgação/Prefeitura de Pedras Grandes/ND Mais
Turismo é um dos objetivos
Além da preservação da memória da imigração italiana, a prefeitura aposta na construção para ampliar o fluxo turístico em Pedras Grandes.
A cidade já vem desenvolvendo outros projetos com esse objetivo, como a Mini Ponte Hercílio Luz Aquiles Piucco, construída com parte do aço original retirado da ponte histórica de Florianópolis. Para Filippi, a réplica da Torre de Pisa deve reforçar essa estratégia e criar um novo ponto de visitação no município.
Cidade já vem desenvolvendo outros projetos com esse objetivo, como a Mini Ponte Hercílio Luz Aquiles PiuccoFoto: Divulgação/ PMF/ND Mais
Torre original é símbolo da Itália
A Torre de Pisa original começou a ser construída em 1173, na cidade de Pisa, na Itália. O projeto tinha como objetivo abrigar os sinos da catedral local.
A inclinação começou a aparecer ainda durante a construção, em razão do afundamento do solo. Ao longo dos séculos, diferentes intervenções foram realizadas para evitar que a estrutura continuasse inclinando.
Nos anos 1990, a torre atingiu seu maior nível de inclinação e passou por um processo de correção que durou cerca de uma década. Atualmente, o monumento é monitorado constantemente para garantir sua estabilidade.
Em Pedras Grandes, a proposta é transformar essa característica conhecida mundialmente em parte da experiência turística, mas com uma estrutura construída especialmente para contar a história da imigração italiana e a relação da comunidade com suas origens.

Lutheska Fogaça Estagiária
Lutheska Fogaça é jornalista em formação, estudante do Centro Universitário UniSatc, e escreve para o portal ND Mais na redação de Criciúma. Cobrindo o que há de mais relevante para os moradores da região Sul de Santa Catarina, traz notícias sobre segurança pública, turismo, economia, saúde e cultura. Além disso, também se envolve na produção de reportagens aprofundadas que conectam informações e impacto social. Com passagens por redações locais, rádio e agência de comunicação, atua no jornalismo desde 2025 e foi finalista do Prêmio Acic de Jornalismo com uma reportagem sobre a história de mulheres na rizicultura de Meleiro, cidade no Sul catarinense. Atuou como repórter na cobertura das Eleições Municipais de 2024, realizando entradas ao vivo dos locais de votação para portais e rádios da região Sul de Santa Catarina. Leia mais ▾
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