Sobrinho de líder do Hezbollah, Naim Qassem, é morto em ataques israelensesFoto: Reprodução/Al-Manar/ND Mais
As FDI (Forças de Defesa de Israel) anunciaram que mataram Ali Yusuf Harshi, sobrinho e secretário pessoal do líder do Hezbollah, Naim Qassem, na madrugada desta quinta-feira (9). Ele morreu durante ataques a Beirute, capital do Líbano.
Ali Yusuf Harshi é apontado por Israel como “colaborador próximo e conselheiro pessoal” de Naim Qassem, desempenhando um papel fundamental na gestão e segurança do escritório do secretário-geral do Hezbollah.
“As FDI também atacaram duas passagens importantes usadas pelo Hezbollah para transportar armas ao sul do rio Litani, além de cerca de 10 depósitos de armas, lançadores e centros de comando no sul do Líbano”, afirma o comunicado.
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O grupo xiita, criado em 1982, teve apoio da Guarda Revolucionária do Irã para combater a ocupação israelense no sul do Líbano. O Hezbollah abriu uma nova frente de combate ao retaliar Israel pela morte do aiatolá Ali Khamenei, assassinado em operação militar conjunta com os Estados Unidos no dia 28 de fevereiro.
“Nossa mensagem é clara: qualquer um que agir contra civis israelenses será atacado. Continuaremos atacando o Hezbollah onde quer que seja necessário, até que restauremos completamente a segurança dos moradores do norte de Israel”, declarou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Israel desafia cessar-fogo em ataque massivo que matou sobrinho de líder do Hezbollah
Apesar do acordo de cessar-fogo de duas semanas, anunciado na noite de terça-feira (7), Israel empreendeu uma onda de ataques ao Líbano na quarta-feira (8). A ofensiva deixou 254 mortos, sendo 91 em Beirute, e mais de mil feridos, conforme autoridades libanesas.
Israel e Estados Unidos ressaltaram que o Líbano não faz parte do cessar-fogo. O Irã, contudo, considerou a ofensiva como uma violação do acordo e voltou a fechar o Estreito de Ormuz na quarta-feira.
Socorristas buscam por sobreviventes em prédio residencial bombardeado por Israel em BeiruteFoto: Reprodução/X/ND Mais
Donald Trump anunciou que as forças militares norte-americanas seguirão na região e ameaçou golpes “maiores, melhores e mais fortes” caso o cessar-fogo fracasse.
“Todos os navios, aeronaves e efetivos militares dos Estados Unidos, com munição adicional, armamento e qualquer outro elemento apropriado e necessário para a perseguição letal e destruição de um inimigo já substancialmente degradado, permanecerão em sua posição em e perto do Irã até o momento em que se cumpra plenamente o ACORDO REAL alcançado”, escreveu Trump na plataforma Truth Social.

