O que navio de guerra feito em SC vai proteger? O plano por trás da nova geração de fragatasFoto: Marinha/Divulgação/ND Mais
A Fragata “Tamandaré” (F200), construída em Santa Catarina, chega ao Rio de Janeiro para reforçar a proteção da Amazônia Azul. A área marítima sob jurisdição brasileira abrange mais de 5,7 milhões de quilômetros quadrados.
Na área da Amazônia Azul estão as reservas do pré-sal e dele se retira cerca de 85% do petróleo, 75% do gás natural e 45% do pescado produzido no país. Via rotas marítimas são escoados mais de 95% do comércio exterior brasileiro. Nessa área existem recursos naturais e uma rica biodiversidade ainda inexplorados.
As Fragatas Classe “Tamandaré” são consideradas estratégicas para o controle e monitoramento dessa região. Os navios também contribuem para a política externa brasileira e ampliam a presença naval em áreas de interesse, reforçando a defesa da soberania e a segurança marítima.
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Navio de guerra feito em SC será entregue oficialmente à Marinha
A embarcação atracou na capital fluminense na segunda-feira (16), após partir de Itajaí (SC), onde foi construída. O navio percorreu cerca de 765 quilômetros e agora passa pelos preparativos para a Cerimônia de Mostra de Armamento, marcada para terça-feira (24), quando será oficialmente incorporado à Marinha do Brasil.
Navio de guerra construído em SC chega ao RJ para ser entregue oficialmente à MarinhaFoto: Marinha/Divulgação/ND Mais
A chegada marca o fim da fase de construção da fragata, iniciada em 2022, com o corte da primeira chapa de aço. O navio foi lançado ao mar em agosto de 2024 e realizou testes de mar ao longo de 2025.
Segundo o Comandante de Operações Navais, almirante de esquadra Eduardo Machado Vazquez, o momento representa um avanço importante para o país. Ele destacou que a nova fragata simboliza a renovação do Poder Naval com participação da indústria nacional.
As Fragatas Classe “Tamandaré” são consideradas estratégicas para as atividades de controle e monitoramento da área marítima sob jurisdição brasileiraFoto: Marinha/Divulgação/ND Mais
Para o comandante da embarcação, capitão de fragata Gustavo Cabral Thomé, a incorporação vai além da entrega de um novo navio. De acordo com ele, a “Tamandaré” terá papel central na proteção da Amazônia Azul, atuando no monitoramento do espaço marítimo, na defesa de ilhas oceânicas, na proteção de estruturas críticas e na segurança das comunicações marítimas.
No mesmo dia da chegada, a Base Naval do Rio de Janeiro recebeu novas instalações para apoiar a tripulação, formada por 154 militares, que também poderá atuar em terra. A fragata é a primeira de um projeto nacional de construção naval incluído no Novo PAC do Governo Federal.
Fragata Tamandaré foi construída em Itajaí
A F200 foi construída no Brasil, no estaleiro TKMS Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí, com uso de mão de obra local e transferência de tecnologia. O projeto faz parte do Programa Fragatas Classe Tamandaré (PFCT), que prevê a renovação da esquadra brasileira.
No campo operacional, o navio foi projetado para atuar simultaneamente em missões de defesa antiaérea, antissubmarino e de superfície. A embarcação conta com sensores modernos, capazes de detectar e acompanhar alvos a longas distâncias, incluindo aeronaves e drones, além de sistemas de guerra eletrônica.
O navio percorreu 765 quilômetros até a capital fluminense e será preparado para a Cerimônia de Mostra de Armamento, prevista para a terça-feira (24)Foto: Marinha/Divulgação/ND Mais
Essas capacidades são integradas por um sistema de gerenciamento de combate que reúne e processa informações em tempo real, auxiliando na identificação de ameaças e na tomada de decisão durante as operações.
Outro ponto em desenvolvimento é o uso de munições nacionais. A Marinha firmou um protocolo com a Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC) para avaliar a compatibilidade de armamentos produzidos no país com os sistemas da fragata. A iniciativa busca reduzir a dependência externa e fortalecer a base industrial de defesa.
Além da “Tamandaré”, outras três fragatas estão em construção: “Jerônimo de Albuquerque” (F201), “Cunha Moreira” (F202) e “Mariz e Barros” (F203). A expectativa é que os navios sejam entregues de forma escalonada até 2029.

