Polícia Civil indiciou três familiares dos adolescentes por coação ao porteiroFoto: Reprodução/ND Mais
O MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) rejeitou o indiciamento de três pessoas por coação contra o porteiro de um prédio da Praia Brava, em Florianópolis, onde o cão Orelha foi morto no dia 5 de janeiro.
Os acusados são familiares dos adolescentes investigados pela morte do cachorro comunitário. Segundo a Polícia Civil, os adultos ameaçaram o trabalhador porque ele teria feito uma foto dos adolescentes investigados pelo crime.
Um vídeo, exibido com exclusividade pelo Domingo Espetacular, da RECORD, mostrou pelo pai e pelo tio de um dos adolescentes investigados pela morte do cachorro na Praia Brava, em Florianópolis.
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O vídeo foi gravado no dia 13 de janeiro, pouco depois da meia-noite. O registro mostra quando uma mulher sai com um dos adolescentes e passa pelo porteiro, momento em que o jovem xinga o trabalhador. Minutos depois, aparecem o pai e o tio do suspeito pela morte do cão Orelha.
Assista ao vídeo:
Conforme relatório emitido pelo órgão, nesta quinta-feira (5), não houve crime de coação dos pais dos adolescentes envolvidos no caso do cão Orelha contra o porteiro do prédio onde as famílias veraneiam.
Segundo a promotoria, o que aconteceu na noite do dia 12 de janeiro foi uma discussão pontual motivada pelo desacordo dos pais em relação à decisão do porteiro em tirar fotos dos adolescentes depois que eles descumpriram regras de acesso ao prédio. De acordo com o MPSC, o cão comunitário Orelha não foi, em nenhum momento, tema da discussão.
Nas palavras do Ministério Público, “o episódio não teve caracterização de ameaça ou intimidação que configurasse crime”, e “não há elementos suficientes para responsabilização criminal no que se refere à alegação de coação, mantendo-se a decisão de arquivamento desse ponto específico, sem prejuízo de outras apurações conduzidas por vias próprias”.
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Orelha era um cão comunitário e cuidado por moradores do bairro – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0
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Animal vivia na Praia Brava, no Norte da Ilha – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0
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Orelha era mantido por moradores e comerciantes da Praia Brava – Carolina Bechelli Zylan/Arquivo Pessoal/ND Mais/Licensed under CC BY-SA 4.0
Adultos foram indiciados pela Polícia Civil
Segundo a Polícia Civil, o episódio de coação ocorreu entre os dias 12 e 13 de janeiro. Na ocasião, os adultos ameaçaram o porteiro de um condomínio. O tio de um dos adolescentes estaria com “um volume na região da cintura”, segundo a delegada Mardjoli Adorian Valcareggi, da Delegacia de Proteção Animal.
O comportamento levantou a suspeita de que ele portasse uma arma no momento da coação. A existência do equipamento, contudo, não foi confirmada. A Polícia Civil chegou a realizar buscas na casa dos suspeitos de coação, mas não localizou a arma de fogo.
A coação teria como objetivo evitar o compartilhamento de informações às autoridades. Após o ocorrido, o porteiro recebeu férias compulsórias da administração do condomínio.

