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Lula embarca rumo à França no domingo. Foto: Ricardo Stuckert
O presidente Lula da Silva (PT) viaja para França no domingo (14) onde participará do encontro da cúpula do G7, onde serão discutidos parcerias internacionais, crescimento econômico equilibrado e inteligência artificial.
A grande expectativa é para o encontro de Lula com o presidente Donald Trump, após ameaça de novas tarifas ao Brasil. Fontes no Palácio do Planalto, contudo, dão com incerta a possibilidade de bilateral entre os chefes de estados.
Até o momento estão confirmadas reuniões do presidente brasileiro com a primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, e o presidente da França, Emmanuel Macron, com quem Lula deve discutir sobre as restrições recentes à carne brasileira no contexto do acordo Mercosul-União Européia.
Uma possível reunião entre Lula e Trump pode discutir as ameaças de novas tarifas sinalizadas pelos norte-americanos após visita de Flávio Bolsonaro à Casa Branca, em maio.
Após o encontro do senador e o chefe da Casa Branca, o governo dos EUA afirmou que o Brasil estaria atuando com condutas ameaçadoras à economia americana.
Lula participa de forma consultiva
O secretário de Assuntos Econômicos e Financeiros, embaixador Philip Fox-Drummond Gough, afirmou que o papel de Lula no encontro é consultivo.
“A gente, como convidado, não participa de toda a negociação dos documentos. Somos chamados para fornecer insumos, a nossa visão sobre cada um dos assuntos, mas a negociação em si, especialmente a parte final, é feita somente pelos integrantes plenos do G7”, explicou o embaixador.
O encontro dos países integrantes do bloco acontecerá nos dias 16 e 17 de junho. Esta é a 10ª vez que Lula é convidado. Além de Lula, foram convidados os líderes da Índia, Quênia, Coreia do Sul e Egito.
A cúpula também espera ouvir instituições como o FMI (Fundo Monetário Internacional), o Banco Mundial, o OCDE (Banco Africano de Desenvolvimento e a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).
O que será discutido no evento?
Uma das prioridades da presidência francesa do grupo aborda as parcerias internacionais para o desenvolvimento, assim um documento específico sobre o tema será apresentado aos países-membros.
A segunda proposta de acordo é voltada ao crescimento econômico equilibrado. Para o Brasil, há necessidade de reforma das instituições de governança global, segundo o secretário de assuntos econômicos.
O terceiro documento vai abordar a proteção digital de menores de idade.
O combate ao narcotráfico, tema sensível ao Brasil nos últimos dias após os Estados Unidos classificar as facções PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) deve marcar a pauta G7.
Os integrantes debatem ainda a luta contra o câncer e combate ao contrabando de migrantes. Por último, o G7 trata da questão dos minerais críticos.
“Do ponto de vista do Brasil, o mais importante é ter um olhar de desenvolvimento nessa questão de minerais críticos, que é você fazer agregação de valor no próprio local de extração”, disse o embaixador.
Segundo o Planalto, o Brasil tem enviado contribuições para o G7 sobre cada um dos temas discutidos.

