Janja beijou a camisa do Flamengo durante eventoFoto: YouTube/Reprodução/ND Mais
Lula, após sancionar o PL nº 4.578/2025, abordou, mais uma vez, a proibição das bets no Brasil. Durante o evento que trouxe diretrizes para o desenvolvimento do futebol feminino, o presidente defendeu a decisão reprovada por parte dos clubes nacionais.
Presente na ocasião, Janja vestiu a camisa do Flamengo e, ao ser citada por Lula, beijou o escudo da camisa. Como o presidente é torcedor fanático do Corinthians, houve uma sinalização, em tom de bom humor, de que a primeira-dama deveria utilizar o uniforme do Timão.
“A minha mulher, que devia estar com a camisa do Corinthians, tá de Mengão porque ela é Mengão. E eu queria dizer para vocês, companheiras mulheres, que esse negócio da gente ter acabado com as bets não traz nenhum prejuízo para o futebol”, disse Lula.
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Lula sinalizou “decepção” após Janja vestir a camisa do FlamengoVídeo: YouTube/Reprodução/ND Mais
Reforçando o discurso que foi veiculado outras vezes, Lula avalia que o futebol brasileiro não depende das bets para ter sucesso. Neste cenário, o histórico ligado ao Mundial de Clubes ganhou ênfase, algo que ainda rendeu uma alfinetada no Palmeiras.
“Os melhores momentos da história do futebol brasileiro, não existia a bets. O Brasil foi campeão do mundo em 1958, em 1962, em 1970, em 1994, em 2002, não existia bets. O Flamengo foi campeão do mundo em 81, o São Paulo foi campeão do mundo três vezes, o Corinthians foi campeão do mundo, o Grêmio foi campeão do mundo… Lamentavelmente, o Palmeiras não foi. O Santos foi duas vezes campeão do mundo e não existia bets”, prosseguiu.
Lula cita impacto das bets e vê SAF como solução
Convicto de que tomou uma decisão correta, Lula enfatizou o modo como as bets estavam endividando os brasileiros. Em relação aos clubes, o presidente vê margem para outros tipos de receitas, motivo pelo qual o modelo de clube-empresa foi mencionado.
“As bets, teoricamente, representam, em média, menos que 7% da arrecadação dos times de futebol. As bets estavam sendo uma praga na vida das pessoas, estavam levando o povo brasileiro a se endividar como mais foi visto nesse país”, afirmou.
“Ninguém vai tirar mais o dinheiro do leite, do pão, do feijão, da carne, da comida das crianças para apostar em bets. Se eles quiserem ganhar dinheiro, vai ganhar dinheiro fazendo outra coisa, gerando empregos de qualidade […] Os clubes que se virem, aprovamos a lei que os clubes podem virar empresa. Agora, é colocar gente de competência para fazer empresa”, concluiu.

Bruno Romão Repórter
Bruno Romão é repórter do portal ND Mais e escreve sobre esportes no Núcleo Nacional, trazendo as principais notícias sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades. Tem experiência na cobertura esportiva abrangente, com foco em futebol e esportes olímpicos, e produz conteúdos informativos, curiosos e analíticos sobre o cenário esportivo nacional e internacional. Além de acompanhar os principais nomes do segmento, mantém o radar ligado para novidades envolvendo grandes eventos e competições, como Copa Mundo Fifa, Jogos Olímpicos e Fórmula 1. Formado pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), atua no jornalismo desde 2018, especialmente na internet, e é pesquisador na área radiofônica. Leia mais ▾
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