Justiça manda cidade de SC empossar e pagar salário a concursadoFoto: Imagem gerada por IA/ND Mais
Um candidato aprovado em concurso público teve a posse impedida após ser desligado de um contrato temporário com o município, mas a decisão que barrou sua entrada no cargo foi anulada pela Justiça.
A 2ª Vara Cível da comarca de Porto União determinou que o município providencie a nomeação e a posse do homem, além de pagar os valores que ele deixou de receber pelo período em que deveria ter ocupado a função.
Demissão sem sindicância violou a lei
O caso começou em 2022 quando o candidato atuava no Departamento Municipal de Trânsito via contrato temporário e foi aprovado em 12º lugar no concurso para agente de serviços públicos. Pouco antes de assumir o novo cargo, o município encerrou o contrato alegando falta de assiduidade.
Receba no WhatsApp as principais notícias de Joinville e Norte de SC Entre no grupo
Contudo, a Justiça identificou uma ilegalidade flagrante:
- Falta de processo disciplinar: a legislação municipal exige abertura de sindicância formal e ampla defesa para demitir temporários.
- Atalho irregular: a prefeitura deu apenas 48 horas para justificativa informal, sem comissão criada.
- Nulidade do ato: como o desligamento foi nulo, o ato que o impediu de tomar posse no concurso perdeu totalmente a validade.
Indenização excepcional pelos salários perdidos
Em regra, a nomeação tardia por via judicial não gera direito a salários retroativos. Porém, o juízo aplicou uma exceção reconhecida pelo STF (Supremo Tribunal Federal) devido à arbitrariedade cometida pelo município.
O candidato receberá o montante correspondente aos vencimentos integrais do período em que deveria estar trabalhando, incluindo 13º salário e férias proporcionais com um terço. O pedido de danos morais foi negado por entender que a reparação financeira e a posse já reestabelecem o direito do servidor.

Lorena Kubota Editora-chefe
Lorena Kubota é jornalista e editora-chefe do ND Mais em Joinville, onde coordena a equipe regional e cobre, principalmente, assuntos ligados à segurança, saúde e meio ambiente. Formada em Comunicação Social pela Faculdade Seama, tem como foco informar e conscientizar o leitor do Norte de Santa Catarina, a fim de provocar uma reflexão crítica e de responsabilidade socioambiental. Atua no jornalismo desde 2002 e acumula experiências em veículo impresso, plataformas digitais, TV e setor público. Movida pelo desejo de promover mudanças positivas, acredita no poder da informação para transformar hábitos e trabalha para entregar as principais notícias com precisão e responsabilidade. Acumula experiência na coordenação de coberturas eleitorais desde 2014, atuando em TV e portal de notícias, além de gestão de jornalismo institucional durante pleitos gerais e municipais. Leia mais ▾
O que você achou deste conteúdo?
Por favor, complete a verificação de segurança.

