Greve dos servidores de Florianópolis inicia e afeta atendimentos à populaçãoFoto: Divulgação/Sintrasem/ND Mais (Imagem ilustrativa)
A greve dos servidores públicos de Florianópolis começou na manhã desta quinta-feira (23), às 7h. Alguns serviços de atendimento à população, como escolas, já têm suas atividades afetadas.
O NEIM Morro do Horácio, no Centro, está fechado. A escola Dilma Lucia dos Santos, na Armação, emitiu um comunicado informando que os alunos serão liberados às 11h30 para almoçar em casa, visto que a unidade não servirá a refeição.
No NEIM Joel Rogério de Freitas, bairro Monte Cristo, um aviso foi publicado relatando que 99% dos profissionais iriam aderir à greve, o que poderia impactar os serviços. As informações são do SC no Ar, da NDTV RECORD.
Receba no WhatsApp as principais notícias de política e economia Entre no grupo
Ao ND Mais, a Prefeitura de Florianópolis informou que irá divulgar um balanço dos serviços afetados pela greve no final da manhã desta quinta-feira. A administração municipal destacou que está trabalhando para que os serviços essenciais à população não sejam afetados.
NEIM Morro do Horácio, no Centro, está fechado na manhã desta quinta-feira com a deflagração da greveFoto: PMF/ Divulgação
A greve ocorre após a categoria rejeitar a proposta apresentada pela gestão do prefeito Topázio Neto (Podemos) durante as negociações da data-base. Segundo o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis), não houve avanço em pontos considerados principais, e as negociações foram encerradas sem uma nova proposta.
Uma assembleia está marcada para as 13h, na Praça Tancredo Neves, para avaliar o início da mobilização e definir possíveis encaminhamentos. Entre as reivindicações, estão a falta de proposta para o cumprimento da legislação federal sobre as auxiliares de sala, além da manutenção de portarias que, segundo a categoria, afetam a Educação.
Greve dos servidores de Florianópolis: Sintrasem reivindica concurso público, menos terceirizações e melhorias na Saúde e EducaçãoFoto: Reprodução/Sintrasem
Na Saúde, os servidores apontam ausência de definição sobre a recomposição salarial de técnicos de enfermagem e sobre o piso dos Agentes Comunitários de Saúde e dos Agentes de Combate às Endemias.
Também fazem parte da pauta a realização de concurso público, chamamento de aprovados, redução de terceirizações, defesa da previdência pública e diminuição da jornada sem corte salarial.
O que diz a Prefeitura de Florianópolis sobre a greve?
Em comunicado emitido na noite de quarta-feira (22), a administração municipal lamentou a decisão do Sintrasem e afirmou que, ao longo dos últimos anos, tem mantido diálogo permanente com as categorias e, principalmente, cumprido integralmente todos os acordos firmados.
“Como exemplo, a prefeitura já anunciou a aplicação do reajuste salarial com base no INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), além da manutenção dos compromissos assumidos no Plano de Cargos, Carreiras e Salários”, reiterou a administração.
Segundo a prefeitura, somente no último ano foram chamados mais de 1,9 mil novos profissionais, no que é visto como investimento concreto na valorização do serviço público. A gestão também destaca que está em andamento um novo concurso público, com mais de 40 cargos em diversas áreas.
“Na educação, mais de 220 profissionais foram convocados, entre professores e auxiliares. Na saúde, foram mais de 150 profissionais, além de outros profissionais como dentistas, assistentes sociais e psicólogos, ampliando a capacidade de atendimento nas unidades”, afirmou.

