Giorgio Guedin Florianópolis
Pesquisa aponta que 73% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1Foto: Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil/ND Mais
Representantes das principais centrais sindicais do país se reúnem nesta quarta-feira (01) com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil), para pedir que a Casa aprove sem mudanças a proposta que acaba com a escala de trabalho 6×1 e reduz a jornada semanal de 44 para 40 horas.
O encontro está marcado para as 8h, em Brasília, e ocorre pouco mais de um mês após a Câmara dos Deputados aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC), considerada uma das principais bandeiras do movimento sindical nos últimos anos.
Próximo passo é o Senado
A PEC foi aprovada pela Câmara em 27 de maio e agora depende da análise dos senadores.
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As centrais sindicais defendem que o Senado mantenha exatamente o texto aprovado pelos deputados. Caso a proposta seja alterada, ela precisará retornar à Câmara para uma nova votação, o que pode atrasar a tramitação.
Além do fim da escala 6×1, a proposta reduz a jornada máxima semanal de trabalho de 44 para 40 horas, sem redução salarial, e estabelece a adoção da escala 5×2 como regra.
Trabalhadores entregarão pauta a Alcolumbre
Presidente do senado Davi AlcolumbreFoto: Reprodução/ND Mais
Durante a reunião, os representantes também entregarão ao presidente do Senado a Pauta da Classe Trabalhadora 2026-2030, documento elaborado pelas centrais sindicais com 68 reivindicações consideradas prioritárias.
Entre os principais pontos estão:
- Redução da jornada de trabalho sem redução salarial;
- Fim da escala 6×1;
- Combate à pejotização;
- Regulamentação do trabalho por aplicativos;
- Fortalecimento das negociações coletivas;
- Direito à negociação para servidores públicos;
- Medidas de combate ao feminicídio.
O mesmo documento já havia sido entregue ao presidente da Câmara, Hugo Motta, em abril.
O que muda com o fim da escala 6×1?
Propostas no Congresso querem reduzir escala 6×1 e ampliar dias de descanso sem corte salarialFoto: Davi Pinheiro/Reprodução
A proposta aprovada pela Câmara substitui o atual modelo, em que o trabalhador descansa um dia após seis dias consecutivos de trabalho, pela escala 5×2, com dois dias de descanso por semana.
Outro ponto é a redução da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição dos salários.
Defensores da medida afirmam que a mudança pode melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e ampliar a geração de empregos. Já representantes do setor empresarial argumentam que a alteração pode aumentar custos para empresas, especialmente nos setores de comércio e serviços.
Caso seja aprovada pelo Senado sem alterações, a PEC seguirá para promulgação pelo Congresso Nacional.
*Com informações do Poder 360 e R7.

