Figueirense perdeu fora de casa para o Brusque por 2 a 1 no CatarinenseFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
O Figueirense nesta segunda (6) encara uma equipe que, mesmo vindo de derrota na última rodada, faz uma campanha consistente e segue ocupando a vice-liderança da Série C, ainda com a rodada em andamento. Mais do que um clássico catarinense, a partida representa uma oportunidade de mudar o patamar do clube na competição.
O Brusque, time comandado por Higo Magalhães, apresenta uma estrutura tática bem definida no 4-4-2, com duas linhas compactas de quatro jogadores, boa organização defensiva e muita força pelos corredores. Pelo lado esquerdo, Raimar e Petterson formam uma das principais armas ofensivas da equipe, enquanto Adrianinho e Pedro Medeiros oferecem velocidade e profundidade pelo setor direito. Trata-se de um elenco jovem, com média de idade entre 23 e 24 anos, mas que demonstra personalidade e intensidade.
No meio-campo, Bernardo, capitão da equipe, e Gazão, conhecido do torcedor catarinense pelos tempos de Avaí, exercem papel fundamental. Além da marcação consistente, ambos possuem qualidade na construção das jogadas e dão equilíbrio ao sistema. Na frente, João Pedro e Macário procuram atuar de forma apoiada, explorando movimentações por dentro e aproveitando os espaços criados pelos jogadores de lado.
Receba no WhatsApp as principais notícias do mundo esportivo Entre no grupo
Apesar da boa campanha, o Brusque chega pressionado pela derrota sofrida diante do Botafogo-PB. Jogando diante da sua torcida, buscará uma resposta imediata para permanecer entre os primeiros colocados e evitar perder posições na classificação.
Do outro lado, o Figueirense teve o bom desempenho apresentado diante do Guarani. Embora tenha cedido o empate nos minutos finais, consequência de um momento de desatenção e de uma leitura de jogo que poderia ter sido melhor administrada por Raul Cabral nas substituições, o Alvinegro realizou sua atuação mais consistente da temporada.
Pela primeira vez a equipe apresentou equilíbrio entre defesa e ataque, criando volume ofensivo, repertório de jogadas e um número expressivo de finalizações: foram 18 conclusões, oito delas na direção do gol.
A principal baixa será Lucas Alves, negociado com o Juventude para disputar a Série B. A tendência é que Igor Bolt assuma a vaga, mantendo o desenho ofensivo da equipe, atuando preferencialmente pelo lado esquerdo. A expectativa é que Raul Cabral preserve a base que apresentou evolução na rodada passada, fortalecendo uma identidade de jogo que começa a aparecer.
Provável Figueirense para enfrentar o Brusque fora de casaFoto: Tactical Board/Claudio Cathcart/ND
Defensivamente, será indispensável atenção aos corredores laterais, justamente o principal ponto forte do Brusque. Ofensivamente, o Figueirense precisará repetir a intensidade demonstrada contra o Guarani. Zé Carlos pela direita, Igor Bolt pela esquerda, Emerson Galego com mobilidade no ataque, além da chegada de Raynan e da participação de Renan Areias no apoio ofensivo por dentro, podem oferecer as alternativas necessárias para competir em igualdade.
O atacante Igor bolt, do Figueirense, deve ser o substituto de Lucas Alves no time titularFoto: Patrick Floriani/FFC/ND
Uma vitória levaria o Figueirense aos 19 pontos, igualando a pontuação do atual oitavo colocado. O Alvinegro permaneceria fora do G-8 apenas pelo saldo de gols, hoje negativo, mas entraria definitivamente na disputa por uma vaga na segunda fase, podendo até ingressar na zona de classificação na próxima rodada, diante do Volta Redonda, no Orlando Scarpelli, dependendo dos resultados paralelos.
Por outro lado, um tropeço voltaria a aumentar a distância em relação ao grupo dos oito melhores. Embora a diferença de pontos ainda seja administrável, o número de equipes à frente dificulta a recuperação. Por isso, recuperar fora de casa os pontos desperdiçados recentemente em casa, especialmente aqueles que escaparam diante do Guarani, tornou-se uma necessidade.
Brusque e Figueirense disputam um jogo que pode redefinir os objetivos do Alvinegro na Série C. Vencer significará entrar, de fato, na luta pelo G-8. Perder poderá transformar uma reação promissora em mais uma corrida contra o tempo. É uma partida que tem peso de decisão para o futuro do Figueirense na competição.

