Denúncias de assédio na UFSC expõem padrão que se repete há décadasFoto: Google/ND Mais
Denúncias de assédio sexual e moral envolvendo servidores da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) vieram à tona em dois casos distintos no campus de Curitibanos, no Meio-Oeste do estado.
Os relatos ao portal ND Mais, de assédio na UFSC, apontam comportamentos recorrentes contra estudantes e levantam questionamentos sobre os procedimentos internos de apuração e encaminhamento das ocorrências.
Em um dos casos sobre assédio na UFSC, a Justiça determinou medidas cautelares contra um servidor público federal e sua esposa após denúncia de uma estudante.
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A decisão atendeu a pedido do MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) e inclui proibição de contato e de aproximação da vítima.
Conforme os autos, a estudante relatou episódios de assédio sexual, perseguição e difamação.
Mesmo após o afastamento do servidor de suas funções, a vítima afirmou ter continuado a se sentir intimidada dentro do ambiente acadêmico.
A medida também se estendeu à esposa do investigado, apontada como responsável por atitudes intimidatórias.
Uma das estudantes relatou episódios de assédio sexual, perseguição e difamaçãoFoto: Google/ND Mais
Vítima buscou apoio e caso foi levado ao Ministério Público
Conforme apurado pela reportagem do ND Mais, uma das vítimas procurou ajuda dentro da instituição e foi orientada sobre os procedimentos administrativos.
Diante da gravidade dos relatos, o caso também foi encaminhado ao Ministério Público com apoio de entidades de proteção às mulheres.
A partir disso, houve formalização de denúncia, coleta de depoimentos e adoção de medidas legais para garantir a segurança da estudante. O caso também passou a tramitar nas esferas administrativa e criminal.
Segundo caso reúne relatos ao longo de anos
Com base nas informações coletadas pelo portal ND Mais, outro caso de assédio na UFSC envolve um professor da área de agronomia e medicina veterinária, citado em diferentes relatos de estudantes ao longo dos anos.
As denúncias incluem comportamentos de assédio moral e sexual, com registros que remontam a pelo menos 2016, segundo apuração.
De acordo com informações levantadas, alunos teriam buscado canais institucionais para registrar as ocorrências, por meio de sistemas oficiais de ouvidoria.
Há também relatos de que estudantes passaram a documentar situações recentes para subsidiar eventuais investigações.
Alunos teriam buscado canais institucionais para registrar as ocorrênciasFoto: Google/ND Mais
Diferenças nos encaminhamentos chamam atenção
Enquanto o primeiro caso avançou com rapidez após o acionamento de órgãos externos, o segundo ainda depende de desdobramentos mais amplos.
Os relatos indicam que o andamento dos processos pode variar conforme a forma como as denúncias são conduzidas e encaminhadas.
Internamente, as apurações ocorrem por meio de processos administrativos disciplinares, que tramitam sob sigilo. Já na esfera externa, casos podem envolver investigações da Polícia Civil e acompanhamento do Ministério Público.
Acolhimento e fluxo de denúncias
Segundo informações apuradas ao ND Mais, denúncias envolvendo servidores federais seguem fluxo que passa por canais oficiais, como a ouvidoria, podendo ser encaminhadas à corregedoria para abertura de processo disciplinar.
Entidades de apoio e órgãos externos também têm sido acionados em situações consideradas mais graves, especialmente quando há indícios de crime. Parte das vítimas, no entanto, opta por não formalizar denúncia criminal, o que pode impactar o andamento dos casos.
Posicionamento
A reportagem do portal ND Mais entrou em contato com a direção da UFSC para manifestação sobre os casos e os procedimentos adotados. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto.

