Tifanny agradeceu apoio de Gabi GuimarãesFoto: Instagram/Reprodução/ND Mais
Tifanny Abreu, após a decisão da CBV (Confederação Brasileira de Voleibol), vem recebendo apoio nas redes sociais. Levando em conta que a entidade decidiu proibir a presença de atletas trans na Superliga, Gabi Guimarães sinalizou uma injustiça cometida com a colega de profissão.
Em publicação no Instagram, a capitã da Seleção Brasileira ressaltou que a CBV fez uma escolha “sem explicação plausível”. Neste cenário, o período de Tifanny disputando a Superliga ganhou ênfase no repúdio atrelado ao banimento da oposta do Osasco.
“A mudança foi planejada ou pensada por quem? Defendendo os interesses de quem? Em algum momento alguém pensou na pessoa da Tiffany, em como isso impactaria a vida dela? Já são nove anos disputando Superliga. Ou só vamos reforçar que as pessoas trans devem ficar à margem da sociedade mesmo?”, questionou Gabi.
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Nos comentários da postagem, Tifanny agradeceu o apoio de Gabi. Apesar do baque sofrido pela decisão da CBV, a jogadora deixou claro que vai seguir lutando contra o preconceito dentro e fora do esporte.
“Muito obrigado pelo seu posicionamento, Gabi, pois suas palavras são verdadeiras e de extrema importância, para juntas combatermos todo e qualquer tipo de preconceito, discriminação e exclusão”, escreveu Tifanny.
Publicação de Gabi foi repercutida por TifannyFoto: Instagram/Reprodução/ND Mais
Ligação de Tifanny com o vôlei
Aos 41 anos, Tifanny se manifestou com um forte desabafo. Impedida de disputar a possível última temporada antes da aposentadoria, a jogadora enfatizou o tempo de serviço dentro do vôlei brasileiro. Além disso, o impacto causado pela decisão, segundo a atleta, é uma derrota para a presença de pessoas trans dentro do esporte.
“O voleibol é minha vida, meu trabalho. A CBV está tirando de mim tudo o que eu tenho, que é o amor pelo voleibol e a profissão que venho exercendo todos esses anos. São 10 anos no voleibol feminino. Não comecei ontem. Isso não afeta somente a mim. Afeta meu clube, a torcida, patrocinadores, as pessoas que se inspiram em mim, o direito de todas as pessoas trans”, afirmou.
“É um enorme retrocesso na luta pelo reconhecimento e inclusão de todas as pessoas no esporte. Voltamos para uma forma vexatória, como se testavam as atletas nos anos 60 e 70. Estamos em 2026. Não podemos ter esse retrocesso jamais”, prosseguiu.
Agora, para participar das competições organizadas pela CBV, haverá a exigência de um protocolo específico. Sendo assim, apenas a apresentação de um teste genético com resultado negativo para o gene SRY, ligado ao desenvolvimento masculino, vai viabilizar a presença nas quadras.
Por enquanto, Tifanny está liberada para participar do Campeonato Paulista. Isso porque a Federação Paulista de Voleibol (FPV) decretou que as regras em vigor da nova determinação da CBV serão mantidas no torneio.

Bruno Romão Repórter
Bruno Romão é repórter do portal ND Mais e escreve sobre esportes no Núcleo Nacional, trazendo as principais notícias sobre futebol, basquete, vôlei, automobilismo, natação e outras modalidades. Tem experiência na cobertura esportiva abrangente, com foco em futebol e esportes olímpicos, e produz conteúdos informativos, curiosos e analíticos sobre o cenário esportivo nacional e internacional. Além de acompanhar os principais nomes do segmento, mantém o radar ligado para novidades envolvendo grandes eventos e competições, como Copa Mundo Fifa, Jogos Olímpicos e Fórmula 1. Formado pela UEPB (Universidade Estadual da Paraíba), atua no jornalismo desde 2018, especialmente na internet, e é pesquisador na área radiofônica. Leia mais ▾
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